quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Nossos registros pessoais

E pensar que faz um mês e meio que não publico algo aqui, minha nossa! Eu segui até o fim do ano passado bem, com ideias e postagens a cada semana, mas, o começo do ano tem sido muito atarefado mesmo: meu volume de trabalho de minha empresa aumentou (felizmente), e também estive super envolvida na conferência de jovens do carnaval, que foi excelente com líderes ótimos, mas claro, teve muita coisa por fazer; e fiz uma cirurgia, simples, mas que exigiu alguns cuidados. Por fim estou bem e a ideia e retomar as postagens semanais: basicamente tenho vários títulos prontos, mas tem que colocar a ideia em prática, né?

Passadas as explicações, algumas semanas atrás uma amiga querida perguntou no facebook sobre como fazíamos diários, já que ela estava buscando alternativas que funcionassem bem pra ela. Vi muitas ideias bacanas, exemplos incríveis, e prometi que ia fazer um post sobre isso, porque valia a pena.

Como sabemos, somos incentivados a fazer nossa história familiar. Isso vale registrar algumas coisas do dia a dia, tirar fotos e enfim: deixar para nossa posteridade um pouco de nossa história. Muita gente tem dificuldade nisso, especialmente os homens (a maioria diz "na missão eu fazia" haha) mas quem sabe a gente pode dar uma ajudinha aos nossos maridos, pais e filhos nisso com um incentivo com o que nós mulheres fazemos.

Imagem: Freepik

Se você ainda não escreve, eu recomendo FORTEMENTE a fazê-lo. Darei dois motivos (existem muitos, mas enfatizarei esses) que pra mim são únicos:

1. Você não consegue se recordar tão bem de fatos e momentos apenas com sua memória: não tem jeito, o ser humano é falho, a gente envelhece e esquece as coisas. Não que a gente vá registrar cada detalhe da vida diária, mas alguns momentos merecem ser detalhados e alguns sentimentos e experiências - especialmente as espirituais - merecem ser lembradas. Me casei há quase 7 anos e esses dias reli o que escrevi sobre noivado, minha primeira vez no templo e os sentimentos que tive no casamento. Foi incrível, porque já havia alguns detalhes que eu não lembrava bem, e isso desperta muitas coisas boas na gente. Faça por você, não deixe impressões e ocasiões especiais se perderem no tempo. Se você registrar apenas isso, já é um grande passo.

2. Suas gerações futuras vão querer te conhecer - e vão te agradecer: eu não conheci meus avós paternos, eles falecerem quando meu pai era ainda bem jovem, e apesar dele falar algumas coisas para nós, fico na vontade de saber mais sobre eles, por eles mesmos. Por outro lado, minha avó materna escreveu diários. Ela faleceu quando eu tinha 18 anos, e apesar de ter convivido com ela em vida, eu não conheci tanto dela não: comecei a ler o que ela deixou há uns 2 anos atrás, e tem sido maravilhoso, pois tem me ajudado a fazer minha história familiar (ela tinha muitas dificuldades mas fez muito, considerando que aprendeu a ler e escrever já adulta e tinha muitas limitações), fortalecido meu testemunho e saber que mesmo 10 anos após seu falecimento eu ainda posso conhecer mais dela é incrível.Vocês não gostariam que um dia seus filhos e netos dissessem algo assim sobre vocês?


Agora vamos para a parte prática: como é que faz pra dar certo isso?

Tem aulas, recursos e manuais da Igreja que dão sugestões, mas acredito que cada pessoa deve testar o que melhor funciona pra si e fazer. Não precisa obrigatoriamente ser no papel e caneta, mas cada um faz o que melhor se adaptar, o conteúdo é o que importa.

Mas aqui vai uma lista de sugestões rápidas:

* Cadernos variados - no bom e velho papel e caneta, com sua própria letra e bem pessoal;

* Blog privado, bloco de notas ou online de alguma forma - tem a vantagem de colocar fotos das redes e dispositivos móveis, além de poder escrever em vários lugares. A maioria das pessoas consegue escrever mais rápido também - eu aderi um blog privado desde 2011 e funciona legal no MEU caso.

* Canal de video ou gravação de audio: por que não contar sua história falando? Pode ser mais rápido ainda, só tem que se organizar para gerenciar os arquivos pra não pesar e talvez perder a vergonha de fazer assim!

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Além disso, vale criar recordações de formas diversas: álbuns de fotos - incluindo específicos, eu estou com um projeto de fazer um fichário com uma página para cada viagem em família que fizermos - certificados, bilhetes e cartas, presentes significativos, e por aí vai. Isso é bem bacana de recordar, e dá pra resumir, e assim você pode destinar mais tempo para escrever sentimentos e impressões sagradas, coisas que fizeram uma diferença real dentro de você.

Com certeza tem mais maneiras, mas por fim, tem 2 considerações finais que gostaria de deixar:

1. Arrume um tempo semanal para isso: coloque na sua rotina como se fosse algum compromisso pessoal mesmo, mas não deixe acumular ou esquecer, o tempo passa, e depois não é a mesma coisa. Mesmo que sejam 10 minutos por semana, você vai parar, pensar no que aconteceu naqueles dias, não se deixe esquecer!

2. Não importa o jeito, o que importa é o conteúdo: seu português tem muitos erros? Você não escreve ou fala bem? Você não sabe se a forma como faz não é muito legal? Acredite, suas gerações não se importarão com isso. A letra da minha vó é bem difícil de entender MESMO, e sua gramática está cheia de erros, mas... a VIDA dela tem um significado muito maior, imenso pra mim, e isso é o que mais importa. Estes "problemas" não são nada comparado ao seu legado.

Como você faz sua história familiar? Mais dicas serão bem vindas para próximo post com todas elas quem sabe?

Se você não faz, consegui te convencer?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dicas para emagrecer... melhor: para manter-se em forma e saudável


Começou o ano e o que a maioria das mulheres (e alguns homens também) tem deseja é emagrecer, mesmo que seja um pouquinho. 

Claro que é bom (também estou na fila) porém, mais do que isso, é importante nós nos mantermos bem, inclusive para cuidar melhor de nossa família (fiz um post sobre isso, se quiser leia aqui). Isso inclui nossa saúde mental, espiritual, e claro, física! Então, se decidirmos ficar mais magrinhas(os) é bom fazermos de forma correta e definitiva.

Fonte: Free Stock


Eu me cadastrei em um portal que recebo newsletters por e-mail, que fala sobre emagrecimento e saúde. Tem coisas boas no geral, mas este artigo me chamou bastante atenção, por isso, decidi compartilhar aqui, afinal também gosto de compartilhar o que é útil! 

Espero que gostem e façamos deste um ano saudável.

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Fonte: Adaptado de Mundo Boa Forma

O que acontece com todo mundo que emagrece de maneira definitiva? Qual o jeito mais fácil de obter os melhores resultados? 

Para você que quer um caminho eficaz para emagrecer nesse novo ano, sem remédios, suplementos ou fórmulas mirabolantes, veja essas dicas para ativar a queima de gorduras. 

Vamos falar agora sobre as estratégias que NÃO FUNCIONAM e também sobre as que REALMENTE FUNCIONAM para emagrecer de forma definitiva.

As Piores Estratégias Para Emagrecer

Existem 4 estratégias furadas que as pessoas mais usam para emagrecer:

1 – Entrar na nova dieta da moda – Ah, tou fazendo a dieta do cubo mágico que seca 7 quilos em uma semana….¨

Quanta inocência! E depois dessa semana ou mês, o que você faz? Volta a comer o que comia antes e engordar os quilos que perdeu de volta e mais um pouco. O que você aprendeu sobre alimentação saudável e emagrecedora? Nada!

2 – Comer menos – ¨Vou tomar vergonha na cara e fechar a boca!¨

É tão eficaz quanto tentar parar de respirar. Ficar com fome é muito ruim! Você fica frustrado, sem energia e meio deprimido, e ainda desconta a frustração depois na comida. É pedir pra ter um efeito rebote e engordar mais do que antes.
3 – Exercícios em excesso – ¨Vou enfiar a cara na academia! No pain, No gain!¨
Pra manter o corpo em uma alimentação ¨saudável¨ sem gorduras e rica em carboidratos, você vai ter que se matar na esteira e malhar mais do que o necessário pra ganhar músculos. A coisa deixa de ser prazerosa e passa a ser uma tortura.
E se você tiver que parar por qualquer motivo, ou por que machucou, ou por que anda com dificuldade de se recuperar, ou etc. A sua alimentação ¨saudável¨, que na verdade é catabólica, vai minar rapidamente os seus ganhos.
Melhor se dedicar ir na academia e fazer só o que você precisa fazer pra ter ótimos resultados sem se torturar. ¨No Brain, No Gain!¨

4 – Usar remédios/queimadores - ¨Estou tomando o novo LIPOEXTERMINATOR 3000, o queima gorduras das celebridades!¨
É uma atitude inconsequente. Já vi pessoas tomarem termogênico e depois de um mês, estarem idênticas ou com ainda mais gordura do que antes. Com riscos de colaterais. Não existe um só remédio que combata a causa do seu excesso de peso.
A causa pela qual você ganhou gordura é a falta de conhecimento real sobre como os alimentos agem sobre sua saúde física e mental.

Sem esse conhecimento, também não existe reeducação alimentar que funcione a longo prazo.

Bom, se o que você está fazendo não está funcionando, é preciso melhorar.
O que funciona, a longo prazo?

Os 3 Passos Para Se Emagrecer de Maneira Definitiva:

Ou pra ter sucesso em qualquer área da vida =) Vamo lá:

1 – Conhecimento - Aprender aquilo que realmente funciona.
Pra emagrecer de vez, você precisa pensar no que funciona de verdade e melhor a longo prazo. Por isso, além de claro, seguir o que já aprendemos coma palavra de sabedoria, busque profissionais, e no mínimo, artigos, sites, livros e produtos embasados com a melhor evidência científica disponível.

2 – Dedicação - Adaptar o que você aprendeu pra sua realidade até que tenha resultado.
Existe uma curva de aprendizado. É necessário aprender e adaptar aquilo que você aprendeu até que comece a ter resultados.
Pra maioria é bem fácil, já alguns tem que investigar para descobrir que está atrapalhando o próprio emagrecimento.
É necessário se dedicar, por que se você desiste antes de fazer funcionar, perde todo o desenvolvimento futuro, que vem com a…
3 – Persistência - Continuar dedicando, colhendo resultados e aprendendo.
Aqui é que vem a melhor parte. Por que os melhores benefícios não são o emagrecimento inicial. São os benefícios que você vai ter com 1, 2, 10, 20 ou 50 anos fazendo a coisa CERTA. As coisas continuam melhorando!

Tome uma atitude nesse novo ano e vá no caminho eficaz e seguro para o emagrecimento permanente. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Metas pessoais e familiares

O ano começou, e muitas de nós pensam em metas para o novo ano, certo? Eu faço isso e é muito bom, afinal precisamos ter objetivos em nossa vida, e metas ajudam-nos focar no que realmente precisamos alcançar, em meio a distrações que surgem ao longo das semanas e meses. Pra mim funciona exatamente assim e com elas consigo retornar meu rumo.



Ontem tivemos uma aula inspiradíssima na Soc Soc sobre isso, está no manual da Mulher Sud B e recomendo muito a leitura e estudo.

https://www.lds.org/manual/the-latter-day-saint-woman-basic-manual-for-women-part-b/041?lang=por

Alguns pontos que me chamaram a atenção:

Todas as férias bem-sucedidas são, em grande parte, o resultado de metas.

Os objetivos dão propósito e direção a nossos atos. 

Nossa meta é conseguir a vida eterna. Essa é a meta mais importante do mundo.

O Presidente Kimball recomendou que estabelecessem metas que exigissem esforço para serem alcançadas. (…) “O desenvolvimento vem do estabelecimento de metas elevadas e de se tentar alcançar as estrelas.”

Embora cada uma de nós seja única, nossa meta principal na vida deveria ser a mesma: sermos dignas de alcançar a exaltação no reino celestial e viver com Deus como parte de Sua família eterna. 

Antes de estabelecer metas, devemos orar e meditar, bem como pedir ao Pai Celestial que nos ajude a saber quais são nossas fraquezas, em que precisamos melhorar e quais deveriam ser nossos objetivos. Nossa bênção patriarcal nos ajudará a compreender quais devem ser nossos ideais. As instruções dos líderes religiosos podem ajudar-nos a estabelecer metas. 

Além das metas individuais, devemos falar com nossa família e estabelecer metas a serem alcançadas em conjunto. Podemos tentar alcançar metas individuais e familiares ao mesmo tempo. Com a família, podemos estabelecer uma meta geral, para aumentar o amor, paz e felicidade no lar.

(As pessoas) precisam comprometer-se consigo mesmas, anotando suas metas e fazendo um registro do cumprimento de suas realizações”

Nossos objetivos são alcançados como resultado de planejamento, esforço e oração. Devemos lembrar-nos de que não falhamos, enquanto nos esforçamos para alcançá-los. 

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O que mais achei interessante mesmo foram as metas familiares, e nunca tinha pensado em fazer algo assim, esse ano colocarei em prática!

Já fizeram suas metas para 2016? Compartilhem suas metas para ajudarmos umas as outras, especialmente aquelas que vão ajudar as mães SUD e suas famílias em seus objetivos eternos!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A amamentação e a Igreja

Sabe, a amamentação sempre tem sido assunto de discussão nos últimos tempos, especialmente o fato de amamentar ou não em público. Não vou discutir o fato de quem pode, quer, deve ou a decisão de amamentar ou não, mas a questão sobre a amamentação dentro da Igreja.

Falamos tanto de recato e modéstia, sabemos os padrões e tudo mais. Sabemos que, amamentar em público é permitido, muitas preferem se cobrir, muitas não, é uma decisão pessoal, mas aí nós vamos à Igreja e sabendo não apenas dos padrões, mas de ser um local de adoração à Deus e respeito, seria adequado fazer o mesmo que é feito em locais como o shopping ou um parque.

Pensei nisso, e resolvi pesquisar um pouquinho sobre o assunto, e encontrei algumas coisas bem interessantes,vamos lá:

1. Não existe nada específico da liderança geral da Igreja - leia-se Manual - que fale como devemos amamentar na capela. Entendo então que cada mãe faz como acha melhor. Existe sim um fraldário nas capelas novas que possuem uma cadeira de amamentação, o que é ótimo, mas além de capelas antigas, como a minha, não terem esse recurso, é apenas uma, e se tem duas mães na ala com 2 bebês com fome, já tem que encontrar outro lugar né. E tem conferência de estaca... ri e imaginei como deve ser na conferência de estaca em Utah com 1 cadeira dessas, mulherada vai sair no tapa se depender disso, hahaha.

2. A Igreja apoia a amamentação. No Manual Básico da Mulher SUD menciona que (as fontes de todos os links que eu compartilhar estarão no fim do post):


"Nosso Pai Celestial fez o corpo da mãe de modo que possa produzir leite. Esse leite foi feito para uso especial dos bebês, e é melhor que o leite de animais. O primeiro fluido que sai do peito materno depois que o bebê nasce também é muito importante, pois contém substâncias que ajudam a protegê-lo de doenças durante os primeiros meses.
Às vezes, por motivos de saúde, a mãe não pode amamentar seu filho no seio. Pode ser usado então o leite de vaca, cabra ou em pó, mas o cuidado deve ser maior no sentido de conservá-lo livre de germes. Sempre que puder, a mãe deve amamentar seu bebê, e a dieta por ela usada é de influência na quantidade de leite que ela produz. A mãe que come alimentos saudáveis e bebe bastante água, geralmente produz leite suficiente para o seu filho".
Simples e claro, fomos feitas para amamentar. Pode acontecer de não conseguirmos por motivos diversos, mas somos aconselhadas a fazê-lo se temos condições para isso.

3. A amamentação na Igreja acontece desde tempos antigos, e há inclusive obras de arte que retratam isso (encontrei até um blog com poucas, mas algumas gravuras, que falam disso. Este é o detalhe de uma reunião de uma pintura sobre um discurso que Brigham Young prestava. A mulher amamenta, sem "paninhos" ou capas seu filho, ouvindo o profeta. Pessoalmente acho uma imagem bonita.


4. Apesar das referências serem todas favoráveis a amamentação, aconteceu pelo menos um caso de uma mulher abordada pela sua liderança sobre amamentar na capela, falando justamente sobre falta de recato, e que ameaçou perder a sua recomendação ao templo por isso. Obviamente muitas demonstraram apoio a mãe em questão e virou notícia. O que é fato ou boato eu não dá pra ter certeza, apenas um líder da Igreja foi entrevistado sobre o fato e comentou que milhares de mães foram acomodadas por gerações na Igreja, pelo simples fato de observar o bom senso, discrição e respeito, e que este incidente específico não chegou ao Escritório da Igreja.

Minha experiência e opinião PESSOAL

Cobrir-se ou não, e sair ou não de onde está, quando amamentar, é algo muito pessoal, e cada mulher decide o que faz, e onde faz. Eu amamentei por 1 ano de 1 mês, não tinha problemas de amamentar em público e mesmo na capela, mas inicialmente preferia usar uma capa, me sentia a vontade. Com o tempo, o Mateus não curtia a capa, e eu também comecei a não achar muito legal (afinal quem de nós coloca um lençol na cabeça pra comer), e preferi usar um pequeno pano de boca para cobrir um pouquinho do meio seio e limpar às vezes algum leite, ficava prático, não cobria o Mateus, apenas o que eu queria, e assim foi até os últimos dias. Nunca usei uma sala separada para isso.

Felizmente, nunca sofri nenhum tipo de discriminação por amamentar na capela. Eu ia às mutuais com o pequeno e lá o amamentava, durante a sacramental e aulas também (achava ótimo aliás nesse horário, conseguia ouvir os discursos, anúncios e tudo mais com tranquilidade) e as pessoas conversavam comigo numa boa. Percebia que alguns homens não falavam comigo por terem um certo receio, e convenhamos, não é que eles sejam contra, mas ficam um pouco com mau jeito, especialmente aqueles que ainda não são pais. Acho que é apenas uma questão de maturidade, e não preconceito, e cada espera o momento que acha mais adequado.

Mas se devemos ou não fazer isso, minha opinião final é: faça o que você sabe ser o correto para você e seu bebê. Esperar para fazê-lo apenas em casacom bebês pequenos não acredito ser a melhor solução, afinal ficamos 3h aos domingos na capela (ou mais quando tem ensaios ou reuniões extras de liderança) e ele deve ficar com fome. Agora, se você preferir fazê-lo no fraldário ou longe das pessoas, ok se você se sente mais a vontade. Se quiser ouvir as mensagens e aproveitar este momento, ok também porque não?

Falta de recato? Discordo. A maternidade tem o maior valor nos céus, certo? Porque um ato tão bonito e de amor de uma mãe com seu filho seria considerado fora de padrões? Não vejo nada de sedutor em amamentar, é apenas uma boa mãe alimentando seu filho. Achei uma citação bacana em uma das referências sobre modéstia do profeta Gordon B. Hinckley que, traduzindo, diz: '' Eu não estou pedindo para você ser púdica. Estou pedindo para você ser virtuosa, e penso que há uma vasta diferença entre as duas".

Por fim, penso que: se Jesus Cristo estivesse na minha frente para conversar, e eu precisasse amamentar meu filho, eu o faria? Com certeza, mesmo "sem capinha".

Devia ter mais fotos minhas amamentando, esta é a única, pega no click surpresa que a minha querida Vivian (eu devia estar no mínimo com menos cabelos na cara), quem sabe no próximo, né?


O que vocês pensam sobre amamentar na Igreja?

Links de referência:

https://www.lds.org/manual/the-latter-day-saint-woman-basic-manual-for-women-part-a/031?lang=por

Meu favorito: http://thegiftofgivinglife.com/breastfeeding-and-modesty/

http://ldsbreastfeedingart.blogspot.com.br/

http://archive.sltrib.com/story.php?ref=/sltrib/lifestyle/55921668-80/breast-mormon-church-women.html.csp

http://fox13now.com/2013/02/24/breast-feeding-in-lds-church-creates-controversy/


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Por um Natal especial para a família

Eu amo o natal. Amo as festas, as luzes, as músicas, os passeios e atrações, e gosto sim dos presentes, por que não? Mas penso que é uma forma de demonstrar carinho, e que devemos usar este gesto para mostrar o amor que temos por nosso próximo, pois é claro, o nascimento do Salvador é o mais importante de tudo.

E estar em família para celebrar esta época é uma benção maravilhosa, e dá sim para aproveitar um pouco das atrações festivas em todo o lugar sem deixar de manter o foco em Cristo. É só saber como explicar e filtrar o que mais importa.


Então hoje quero dar sugestões diversas para aproveitar esta época em família, de várias formas:

* Faça Noites Familiares sobre o Natal: as noites familiares podem ser todas relacionadas ao nascimento e também a vida, sacrifício e ressurreição de Cristo. No livro de Ideias para Noites familiares (aquele antigo mesmo) tem lições para ocasiões especiais como esta.

* Faça refeições com o tema do natal para sua família: que tal fazer em casa pratos e doces natalinos juntos? panetones, rabanadas, chocolate quente, bolachinhas decoradas... cada semana dá pra inventar uma delícia diferente!

* Escutem músicas relacionadas ao natal: Hinos sobre o Salvador e outras músicas que falam sobre Cristo são muito inspiradoras, por exemplo "O Messias" de Handel. Vocês podem ouvir no carro, no radio em casa e claro... nos Ipod's, Iphone's e todos os dispositivos móveis possíveis. Tem inclusive radios específicas em aplicativos como spotfy com apenas estações natalinas.

* Assistam filmes sobre o Salvador: Há uma variedade de filmes sobre Cristo. Muitos deles vendidos no templo, e tbém se aplicam as Mormon Messages que podem ser vista inclusive no youtube. 

* Façam projetos de serviço: servirmos como Cristo nos aproxima Dele, sem dúvidas, ainda mais nesta época! Ajude seus vizinhos, idosos, crianças, amigos... observe o que pode ser feito e melhore o dia de alguém com o Espírito de Natal!

* Assistam apresentações de natal e visitem locais em sua cidade: Há shoppings, parques e ações da prefeitura de muitas cidades que fazem apresentações natalinas. Corais, teatros e muita coisa legal, muitas gratuitas. Se você encontrar algo sobre a natividade, ótimo! Se vc encontrar algo mais relacionado ao papai noel e presentes, aproveite para explicar o significado dos símbolos do natal, afinal a própria origem do papai noel foi a partir de um ato de serviço. Use isso ao seu favor e aproveite este tempo para curtir seus filhos e terem este momento da família!

* Estudem a Vida de Cristo nas Escrituras: Façam um estudo diário sobre este tópico. Vocês podem usar recursos simples como o Sempre Fiéis, Princípios do Evangelho, Artigos da Liahona e claro... as obras padrão. Você pode ler as escrituras indicadas neste tópico do Guia de Estudos das Escrituras (GEE)... enfim... o importante é aprender ou relembrar um pouquinho a cada dia até o natal.

* Presenteie um amigo com um Livro de Mórmon: Ajuda ainda mais a tirar o mito de que mórmons não são cristãos, é uma das melhores épocas para presentear alguém com um Livro de Mórmon. 

* Vão ao templo: Não há melhor lugar para aumentar o testemunho de Jesus Cristo do que no templo... lá aprendemos sobre o Plano de Salvação que tem Cristo como grande personagem para a salvação da humanidade... e claro, estando no templo tbém estamos servindo aos nossos antepassados. Para os pequenos o templo sempre também tem um presépio que pode ser mostrado no passeio.

* Presenteie familiares com algo relacionado a Cristo: ao invés de apenas comuns, que tal dar um livro, cd ou mesmo escrever seu testemunho ou pensamentos da conferência geral... enfim algo do coração e dar para seus familiares? Podemos lembrar que este é a verdadeiro natal!

* Escreva em seu diário: mesmo que você não tenha um, é uma excelente época para iniciar. Escreva seus sentimentos de gratidão pelo sacrifício de Cristo, pensamentos e sentimentos que você teve ao conhecer ele mais de perto pelas sugestões acima.... preserve seu testemunho e relato para você e sua posteridade!

Vamos fazer deste dezembro o melhor de todos?

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Escreva seu testemunho

Este post vem através de uma experiência que passei alguns dias atrás, e isso me fez perceber a importância de não apenas prestar meu testemunho, mas de registrá-lo para hoje e para o futuro das próximas gerações - começando por nossos filhos.

Imagem: Freepik
A história começa 10 anos antes disso, então, tenham paciência, mas está bem resumida, ok?

Quando meu esposo foi para a missão nós já éramos namorados. Eu decidi terminar o namoro, porque apesar de já amá-lo, eu tinha uma incerteza de que era realmente ELE quem seria meu esposo. Mas, mantivemos o contato, claro que eu desejava que ele fizesse uma missão bem sucedida e esperava por suas experiências espirituais.

Quando ele partiu, pensei o quanto estaria dedicado ao evangelho e iria progredir por ter um contato constante com as escrituras, os membros e tudo mais. Decidi que também queria crescer espiritualmente como ele de alguma maneira, e optei por melhorar com um plano de estudos pessoais mais arrojado.

Era início de ano e aumentei meu tempo de estudo. Comecei a estudar o Livro de Mórmon junto com seu respectivo Manual do Instituto, que era o curso do ano. Inclusive mudei de turma no instituto, pois não estava me concentrando bem na aula que assistia, e um grupo menor em um horário alternativo fez muito bem pra mim.

Neste primeiro ano, já senti uma diferença muito grande de compreensão das escrituras e que tinha aprendido muito, concluindo tanto a leitura do Livro de Mórmon como do Manual. Por isso, decidi que faria o mesmo com as demais 3 obras padrão que estudaria no instituto.

Aí peguei o manual de Doutrina e Convênios e vi que ele era O DOBRO do manual do Livro de Mórmon. Fiquei inicialmente preocupada se daria conta, mas refleti que eu não estava em uma corrida e que eu deveria usar o tempo que fosse necessário para o estudo, afinal, não teria problema finalizar ou não o livro no ano regular desde que estudasse diariamente: era mais importante compreender os ensinamentos. Assim, demorei 1 ano e 4 meses para concluir esta segunda obra.

Aí a coisa começou a pegar.

Quando chegou a vez do Velho Testamento, além da complexidade e maior atenção que alguns escritos deveriam ter (pessoalmente, se você acha Isaías complicado, experimente Ezequiel: o primeiro capítulo já dá uma bela prova do que vem pela frente), fui surpreendida com o fato de que não era 1, mas 2 MANUAIS do MESMO tamanho do de Doutrina e Convênios como auxílio de estudo. Já estava "atrasada" e só pensei, "vixi, agora já era". Fui em frente, mas já desisti mesmo de concluir mais cedo a leitura das obras.

E claro que junto com tudo isso ao longo dos anos, a vida mudou. Cursei meu último ano de faculdade, fiz TCC e me formei. Meu namorado voltou, vimos que era pra ser nós dois mesmo, noivamos e casamos. Fiz uma pós-graduação e trabalhei por 7 anos em uma empresa boa, mas que exigiu bastante de meu tempo e trabalho. Servi nas moças por 7 anos também, e inclusive me formei no Instituto nesse período, afinal eu frequentei certinho as aulas. Por fim, meu menino nasceu e trouxe muitas bençãos, aprendizados, e claro, mais mudanças em nossas vidas.

Outras opções relacionadas ao estudo das escrituras surgiram também: além da preparação de aulas, atividades e discursos, tinha a leitura da Liahona, das aulas dominicais e outros 2 desafios de leitura surgiram no meio do caminho: um do Livro de Mórmon e um de Jesus, O Cristo da Soc Soc de nossa ala, que fiquei feliz por cumpri-los também.

Então, a minha leitura das obras padrão "atrasou" bem mais que o previsto. Foram mais de 3 anos para concluir o Velho Testamento, e por fim faltou o Novo, que felizmente era 1 manual - do grande - mas 1 apenas. E consegui me enrolar pra ler este também: foi na época da gravidez, e eu sempre estudava as escrituras, mas estudava pouco este livro em específico, e  nesta enrolação foi mais 1 ano.

Neste 2015, decidi que era hora de terminar o que havia começado há tanto tempo e me concentrar, afinal, faltava apenas a metade do novo testamento. Me planejei e por fim, em outubro/2015, eu terminei meu projeto pessoal e li as 4 obras padrão e seus respectivos manuais. Senti uma alegria e satisfação muito grandes por isso.

Aí - que agora finalmente entra o título do post - decidi escrever em meu diário este "feito". Escrevi algo similar ao que relatei acima de todo o processo e meu testemunho de quão importante esses anos de experiência e estudo foram pra mim, e como isso fez crescer o amor pelas escrituras e pelo evangelho. Prestei meu testemunho em uma tarde  qualquer do dia a dia, e tive um sentimento incrível de aprovação do Espírito ao assim fazê-lo, que ficará em meu coração.

E depois, pensei na importância deste registro para meu menino e outras gerações que vieram em minha família, este um dos legados que gostaria de deixar, e como eles vão saber da minha fé se eu não parar de vez em quando para registrar meus sentimentos e meu testemunho do Salvador?

Por isso, desafio vocês a registrarem seu testemunho.

Escrevam suas experiências espirituais e como isso as fortaleceu;
Escrevam como seu testemunho as mantiveram firmes em tempos difíceis;
Escrevam seu testemunho do Salvador, e como seu exemplo e amor fazem toda a diferença.

Espero que isso um dia os influencie, e que os mesmos sentimentos doces que tive possam tambérm surgir no coração de minhas futuras gerações através do que escrever. Isso nos marca, é muito especial.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Estar bem por eles

Estes dias estava conversando com uma amiga querida que precisou tomar uma decisão difícil porque precisa cuidar de sua saúde. Ela me falou algo que me tocou bastante: preciso estar bem para cuidar das minhas filhas.

E ela estava certíssima e me levou a pensar e tomar algumas decisões... e a escrever este post.

Um dia em que eu estava realmente bem!

Quando eu tinha uns 12 anos (e isso é o que eu me lembro, se não for antes) sempre espirrei muito. Vivi todos os anos com dores de cabeça, coriza, resfriados e gripes constantes, até mesmo no verão pegava dessas, mas... nunca fui descobrir a real causa e fazer um tratamento. Fiquei com "é algum tipo de rinite" e não fiz nada por isso. Tive dias bem ruins, mas sempre sendo a "fortona" achando que ia dando um jeito, levando "nas coxas".

Convivi com isso até hoje, passados tantos anos, mas quando meu filho começou a apresentar sintomas assim, já falei com a pediatra, fizemos exames e até cirurgia de remoção de adenoide (ele tinha muito) ele fez e isso o ajudou a respirar e dormir melhor. E depois de tudo isso ter acontecido e de ter escutado da minha amiga que "precisamos estar bem para cuidar deles" eu decidi que já estava mais do que na hora de ver e tratar isso que tenho, e fui na minha primeira consulta ao otorrino semana passada, finalmente.

Não sei explicar exatamente o porquê de não ter visto isto antes, já que tenho condições para... talvez preguiça, falta de tempo por não me organizar, sei lá... só sei que eu preciso estar bem - de todas as maneiras e em todas as necessidades, para cuidar da minha família. E acho que todas nós temos que buscar isso.

Meu problema, felizmente, é muito pequeno comparado a tantos outros de tantas outras mulheres valorosas que conheço - e não conheço. E cada uma de nós tem problemas diferentes, que desafiam nossas vidas. Não importa se é financeiro, emocional, pessoal, ou seja o que for. Muitas vezes apenas pensamos no bem estar dos outros. É algo maravilhoso, mas, não podemos esquecer que, se nós não estivermos bem, nós não conseguimos ajudar, cuidar e servir, a família e ao próximo. E todas nós merecemos estar bem.

Um exemplo clássico: se você está num avião e cai a máscara devido a cabine despressurizada (nunca conheci ninguém que usou, mas melhor não né), pede-se para colocar primeiro em você, e depois no filho ou pessoa ao lado. Se você desmaiar, ninguém fica bem, não é? Bombeiros e médicos usam este método em situações de emergência: eles precisam estar bem e seguros para poder conseguir socorrer outras pessoas com as habilidades que as pessoas que não são profissionais não possuem.

E convenhamos que isso vem totalmente de encontro com os ensinamentos de autossuficiência que tanto escutamos de nossos líderes. Precisamos buscar nossa autossuficiência material, emocional e espiritual para poder cuidar e servir, não é? Muito melhor pagarmos o fundo de jejum do que utilizarmos ele, não concordam?

Entendo que cada situação é diferente, mas desafio a mim (já comecei minha parte) e à vocês a cuidarem de seu bem estar.

- Se algo em sua saúde está te incomodando, marque uma consulta, mude hábitos, busque melhorar.

- Se suas finanças não estão em ordem, encontre meios de economizar, trabalhar em algo diferente, conseguir mais dinheiro de uma forma digna, mesmo precisando se reorganizar ou trabalhar mais.

- Se você não está emocionalmente bem, procure profissionais e mesmo seu bispo e lideranças. Alguma maneira de consolar e ajudar vai surgir.

- Se você sente-se mal espiritualmente, seja por algum pecado ou algo de errado, o perdão existe para todos. Ore e peça a Deus para guiar suas ações, e assim se livrar deste fardo.

- Seja qual for o problema, busque ajuda, para um dia você poder ajudar também.

Desejo que todas mães e famílias SUD possam ESTAR BEM, para que possamos fazer mais por nossos esposos, filhos e ao próximo de modo geral!