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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Maternidade, tempo e experiência

Bem, consegui atualizar, e aqui estou, começando 2017 como mãe de segunda viagem.

E que coisa boa!

Tenho mais um pedacinho do céu dentro de minha casa, que trouxe mais amor e alegria para nosso lar. O André nasceu e estamos há quase 1 mês curtindo o pequeno. Claro que há o cansaço que vem de qualquer recém nascido: noites interrompidas para mamar, adaptação à nova rotina com mais um bebê em casa, mas, tudo dentro do esperado. Até melhor, porque consegui amamentar da primeira vez, mas foi muito sofrido, dolorido e difícil, e desta vez foi bem mais fácil.



E aliás, tudo está mais fácil. E o que faz diferença? A experiência. Já ter vivido a primeira vez a maior parte das experiências da maternidade faz muita diferença. Saber o que esperar, como agir, não ter dúvida de todas as coisas, fazer tudo com mais calma, como é bom. Não acertamos em tudo, mas é fato que temos mais sabedoria para tomar decisões e a vida ficar mais tranquila.

E isso me fez pensar em como funciona o evangelho. No início de nossa vida na Igreja, somos chamados para certas responsabilidades. Elas às vezes assustam e temos certo receio, mas assim temos a oportunidade de aprender e adquirir experiência com o tempo. Por mais que nem todos tenham as mesmas responsabilidades, é fato que todos passamos por algumas delas, e com o tempo adquirimos experiência.

E assim O Pai Celestial prepara as lideranças, até escolher aqueles que são seus representantes até a primeira presidência e na liderança geral. Temos a felicidade de ter homens e mulheres que podem nos instruir porque realmente são experientes. E sábios. E como é bom saber que podemos contar com isso.

O tempo é realmente algo necessário, e quanto mais ele passa, mais a nossa visão aumenta. Para estabelecer prioridades, fazer coisas melhores. Acredito que é assim com a maioria das pessoas.

Enfim, que possamos valorizar o tempo e a experiência daqueles que seguimos, e que Deus nos dá, porque são bençãos em nossas vidas.

E agora... vou aproveitar o tempo que tenho para curtir nossos meninos, afinal o tempo passa rápido também.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Maternidade que demora... o que só chega depois desta vida.

Estive pensando no quanto ser mãe me ajudou, edificou e o faz diariamente, mas, como já contei aqui, a maternidade demorou um pouco mais do que desejamos para chegar, após duas perdas. E após esta fase difícil que passamos, eu compreendi que ela veio no tempo certo, e fui preparada para receber nosso menino no tempo correto.

Atualmente, queremos mais um bebê – que também está demorando mais do que gostaríamos. Tenho tido questões de saúde envolvidas, ansiedades, e outras que ainda não entendemos. Mas, desta vez, considerando tudo que já passamos, estou um pouco mais tranquila e confiando que o Pai Celestial sabe de todas as coisas e irá realizar, ou não, nossos desejos, de acordo com o que Ele sabe ser o melhor para nós.

 
Mas por que isso acontece com tantas pessoas boas? Conheço casais incríveis que seriam pais excelentes, mas por inúmeras razões – muitas até desconhecidas – demoram muitos anos para conseguir a desejada gravidez, ou mesmo não conseguem. Por outro lado, tantas pessoas que não desejam ter filhos no momento, e que, por uma noite de festa, por um descuido ou até por meio da força, acabam por engravidar. Por que Deus permite que essas coisas aconteçam?

A resposta para estas situações no mundo é: Eu não sei

Mas, se você me pergunta por que problemas assim aconteceram – e ainda acontecem comigo, respondo: porque eu precisava passar por isso, e no tempo certo, eu compreendo o porquê.

Não sei porque Deus permite que determinadas dificuldades e frustrações aconteçam com pessoas boas e merecedoras. Porém, eu não apenas acredito, EU SEI que HÁ UM PROPÓSITO nestas coisas, e que no devido tempo, as respostas vão surgir. Se quisermos descobrir o porquê antes do tempo, também creio que é possível, quando nos ajoelhamos, estudamos seu evangelho, nos humilhamos à Deus, e consagramos nosso tempo, talentos e disposição ao Senhor.  As impressões e sentimentos mais profundos que já recebi em minha vida foram apenas após as mais fervorosas orações e devoções ao Pai Celestial. Por isso, apesar não sabermos porque isso acontece à tantas pessoas do mundo, você pode entender porque esta dificuldade acontece com você.

Eu realmente acredito que algumas vão utilizar seu instinto materno não com filhos, mas talvez apenas com sobrinhos, ou dentro de sua profissão. Outras deverão cumprir trabalhos e responsabilidades por mais tempo devido à alguma necessidade especial, e muito tempo depois a maternidade chegará. Ou mesmo uma família não terá filhos porque será destinada à adotar uma criança em específico que, mesmo por outros meios, foi destinada à eles. Como está em Isaías, os nossos caminhos não são os Dele, assim como nossos pensamentos também não mais altos que os de Deus.

Mas, tem mais alguns pontos interessantes que gostaria de destacar sobre isso.
Primeiro, sabemos que nenhuma benção nos será negada se formos fieis. A maternidade pode não vir nesta vida, mas quando nos tornamos Filhos de Deus pela expiação (e aqui não é o fato de sermos gerados em espírito, que todos já o são, mas de buscar a perfeição de ser como Ele é), seremos com certeza abençoados com uma grande posteridade.

Outro ponto bem interessante que estudei essa semana no Manual da Mulher SUD A – Lição 14, é que as mulheres que não possuem filhos tem a responsabilidade de se manterem dignas para alcançar essa benção. Algumas até conseguem gerar filhos, mas que acabam por falecer ainda muito jovens e maternidade não continuar na terra desde então. Temos um motivo ainda maior para nos conservarmos dignas, para que possamos na próxima vida termos o direito e o privilégio de encontrá-los e cria-los. Joseph Smith disse “As mães desses filhos, se viverem com fidelidade, haverão de criá-los até a maturidade durante o milênio”.

Enfim, convido vocês à confiarem em Deus, um pouco mais do que já sabemos, de entregar seu coração à Ele, porque, um dia, tenho certeza que nossos esforços valerão a pena e seremos muito abençoadas em família.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A amamentação e a Igreja

Sabe, a amamentação sempre tem sido assunto de discussão nos últimos tempos, especialmente o fato de amamentar ou não em público. Não vou discutir o fato de quem pode, quer, deve ou a decisão de amamentar ou não, mas a questão sobre a amamentação dentro da Igreja.

Falamos tanto de recato e modéstia, sabemos os padrões e tudo mais. Sabemos que, amamentar em público é permitido, muitas preferem se cobrir, muitas não, é uma decisão pessoal, mas aí nós vamos à Igreja e sabendo não apenas dos padrões, mas de ser um local de adoração à Deus e respeito, seria adequado fazer o mesmo que é feito em locais como o shopping ou um parque.

Pensei nisso, e resolvi pesquisar um pouquinho sobre o assunto, e encontrei algumas coisas bem interessantes,vamos lá:

1. Não existe nada específico da liderança geral da Igreja - leia-se Manual - que fale como devemos amamentar na capela. Entendo então que cada mãe faz como acha melhor. Existe sim um fraldário nas capelas novas que possuem uma cadeira de amamentação, o que é ótimo, mas além de capelas antigas, como a minha, não terem esse recurso, é apenas uma, e se tem duas mães na ala com 2 bebês com fome, já tem que encontrar outro lugar né. E tem conferência de estaca... ri e imaginei como deve ser na conferência de estaca em Utah com 1 cadeira dessas, mulherada vai sair no tapa se depender disso, hahaha.

2. A Igreja apoia a amamentação. No Manual Básico da Mulher SUD menciona que (as fontes de todos os links que eu compartilhar estarão no fim do post):


"Nosso Pai Celestial fez o corpo da mãe de modo que possa produzir leite. Esse leite foi feito para uso especial dos bebês, e é melhor que o leite de animais. O primeiro fluido que sai do peito materno depois que o bebê nasce também é muito importante, pois contém substâncias que ajudam a protegê-lo de doenças durante os primeiros meses.
Às vezes, por motivos de saúde, a mãe não pode amamentar seu filho no seio. Pode ser usado então o leite de vaca, cabra ou em pó, mas o cuidado deve ser maior no sentido de conservá-lo livre de germes. Sempre que puder, a mãe deve amamentar seu bebê, e a dieta por ela usada é de influência na quantidade de leite que ela produz. A mãe que come alimentos saudáveis e bebe bastante água, geralmente produz leite suficiente para o seu filho".
Simples e claro, fomos feitas para amamentar. Pode acontecer de não conseguirmos por motivos diversos, mas somos aconselhadas a fazê-lo se temos condições para isso.

3. A amamentação na Igreja acontece desde tempos antigos, e há inclusive obras de arte que retratam isso (encontrei até um blog com poucas, mas algumas gravuras, que falam disso. Este é o detalhe de uma reunião de uma pintura sobre um discurso que Brigham Young prestava. A mulher amamenta, sem "paninhos" ou capas seu filho, ouvindo o profeta. Pessoalmente acho uma imagem bonita.


4. Apesar das referências serem todas favoráveis a amamentação, aconteceu pelo menos um caso de uma mulher abordada pela sua liderança sobre amamentar na capela, falando justamente sobre falta de recato, e que ameaçou perder a sua recomendação ao templo por isso. Obviamente muitas demonstraram apoio a mãe em questão e virou notícia. O que é fato ou boato eu não dá pra ter certeza, apenas um líder da Igreja foi entrevistado sobre o fato e comentou que milhares de mães foram acomodadas por gerações na Igreja, pelo simples fato de observar o bom senso, discrição e respeito, e que este incidente específico não chegou ao Escritório da Igreja.

Minha experiência e opinião PESSOAL

Cobrir-se ou não, e sair ou não de onde está, quando amamentar, é algo muito pessoal, e cada mulher decide o que faz, e onde faz. Eu amamentei por 1 ano de 1 mês, não tinha problemas de amamentar em público e mesmo na capela, mas inicialmente preferia usar uma capa, me sentia a vontade. Com o tempo, o Mateus não curtia a capa, e eu também comecei a não achar muito legal (afinal quem de nós coloca um lençol na cabeça pra comer), e preferi usar um pequeno pano de boca para cobrir um pouquinho do meio seio e limpar às vezes algum leite, ficava prático, não cobria o Mateus, apenas o que eu queria, e assim foi até os últimos dias. Nunca usei uma sala separada para isso.

Felizmente, nunca sofri nenhum tipo de discriminação por amamentar na capela. Eu ia às mutuais com o pequeno e lá o amamentava, durante a sacramental e aulas também (achava ótimo aliás nesse horário, conseguia ouvir os discursos, anúncios e tudo mais com tranquilidade) e as pessoas conversavam comigo numa boa. Percebia que alguns homens não falavam comigo por terem um certo receio, e convenhamos, não é que eles sejam contra, mas ficam um pouco com mau jeito, especialmente aqueles que ainda não são pais. Acho que é apenas uma questão de maturidade, e não preconceito, e cada espera o momento que acha mais adequado.

Mas se devemos ou não fazer isso, minha opinião final é: faça o que você sabe ser o correto para você e seu bebê. Esperar para fazê-lo apenas em casacom bebês pequenos não acredito ser a melhor solução, afinal ficamos 3h aos domingos na capela (ou mais quando tem ensaios ou reuniões extras de liderança) e ele deve ficar com fome. Agora, se você preferir fazê-lo no fraldário ou longe das pessoas, ok se você se sente mais a vontade. Se quiser ouvir as mensagens e aproveitar este momento, ok também porque não?

Falta de recato? Discordo. A maternidade tem o maior valor nos céus, certo? Porque um ato tão bonito e de amor de uma mãe com seu filho seria considerado fora de padrões? Não vejo nada de sedutor em amamentar, é apenas uma boa mãe alimentando seu filho. Achei uma citação bacana em uma das referências sobre modéstia do profeta Gordon B. Hinckley que, traduzindo, diz: '' Eu não estou pedindo para você ser púdica. Estou pedindo para você ser virtuosa, e penso que há uma vasta diferença entre as duas".

Por fim, penso que: se Jesus Cristo estivesse na minha frente para conversar, e eu precisasse amamentar meu filho, eu o faria? Com certeza, mesmo "sem capinha".

Devia ter mais fotos minhas amamentando, esta é a única, pega no click surpresa que a minha querida Vivian (eu devia estar no mínimo com menos cabelos na cara), quem sabe no próximo, né?


O que vocês pensam sobre amamentar na Igreja?

Links de referência:

https://www.lds.org/manual/the-latter-day-saint-woman-basic-manual-for-women-part-a/031?lang=por

Meu favorito: http://thegiftofgivinglife.com/breastfeeding-and-modesty/

http://ldsbreastfeedingart.blogspot.com.br/

http://archive.sltrib.com/story.php?ref=/sltrib/lifestyle/55921668-80/breast-mormon-church-women.html.csp

http://fox13now.com/2013/02/24/breast-feeding-in-lds-church-creates-controversy/


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A quantidade de filhos

Todos sabemos de um fato muito claro dentro do evangelho: a base de nossa crença envolve uma família, constituída de pai, mãe e filhos. Mas aí entra a questão: quantos filhos?

Quem é que nunca se envolveu em algum tipo de conversa que envolveu a quantidade de filhos ideal? 

Pessoalmente, acho que as pessoas em geral atualmente consideram que a quantidade ideal é 2, no máximo. No mundo aí fora, na verdade ter um filho às vezes parece quase que um transtorno, mas ok, ainda há muitos homens e mulheres que tem o sonho de aumentar a família, e geram 1 filho. Boa parte dos casais fica por aí. Outros poucos mais animados têm 2 filhos, que já é difícil trabalhoso, mas faz sentido: ter um irmão(a)para brincar, dividir, aprender junto. Finalmente, muitos poucos arrisca, 3 ou mais, mas daí já são taxados de loucos, não tem TV em casa, família de coelhos, como é que vai pagar todas as contas, etc.

Mas o interessante é que dentro do evangelho não é TÃO diferente assim. Digo isso porque, afinal, quase todo mundo julga a quantidade de filhos dos outros, pra mais ou pra menos. E temos que ter cuidado com isso, MUITO cuidado.

Imagem: Freepik


Primeiro, um casal que mal completou 2 meses de casamento já começa a ser cobrado por alguém, geralmente SUD. "Quando é que vem o herdeiro?" / "Não esqueçam do crescei e multiplicai-vos". Pode ser que a cobrança demore um pouco mais, mas uma hora chega... e raramente chega com um bom interesse como "vocês tem planos para os filhos?" Está tudo bem com o casal para seguir em frente?". Sinceramente, temos que cuidar demais com isso. Não sabemos as dificuldades de um casal, o que acontece com sua família (incluindo outros familiares), nem se eles possuem uma real dificuldade para gerar filhos. E nem sempre eles querem compartilhar com todos no facebook ou na aula da soc soc o que está se passando. A hora de cada casal deve ser discutida com o Senhor, e acredito que, se quiserem falar com outras pessoas, eles irão fazer isso.

Ok, em seguida, chega um primeiro filho. Pode ser que venha um segundo, e também um terceiro... quem sabe um quarto ou quinto? OU talvez venha apenas o primeiro, e não venha mais nenhum... o que acontece então? 

Acontece que muitas pessoas cobram que precisa muito ter mais de um. No segundo, é polêmico: alguns dizem ser suficiente, outros não. O terceiro em diante também é polêmico, alguns já acham muito... e depois de 4 filhos já começam os comentários da TV e cia...

Independente de tudo, é claro que podemos dizer "desejo ter 3 filhos" ou "tenho vontade de ter 5 filhos se for possível", mas depois disso, acho que basta-nos ficarmos felizes com as decisões de nossos amigos e irmãos do evangelho, afinal de contas, todos queremos e desejamos uma família feliz e eterna, e isso basta, não?

Se alguém tem alguma dúvida em relação em como lidar sobre a questão quantidade de filhos, eis uma citação excelente de um apóstolo - Neil L. Andersen - que encerra a discussão:

"Prosseguimos com fé, sabendo que a decisão de quantos filhos teremos e quando os teremos é algo para ser decidido entre o marido, a mulher e o Senhor. Não devemos julgar uns aos outros nessa questão".


Então, seja com 1, 3, 5 e até 10, nos importemos com a nossa família em primeiro lugar, e apoiemos a decisão das demais, independente de qual seja.

Tenho certeza que, para todas as situações, aqueles que fielmente buscarem ao Senhor serão abençoados e orientados por nosso Pai Celestial!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O primeiro dia no berçário

Se teve algo pelo qual fiquei super ansiosa e feliz foi o primeiro dia em que nosso Mateus foi para o berçário. É que nosso menino sempre foi MUITO agitado, ele não anda, só corre! Nunca foi muito paciente e nunca gostou de colo, desde recém nascido (sim sempre dormiu bem sozinho sem precisar embalar e tudo mais, o que é ótimo, mas uma loucura na hora de esperar pra qualquer coisa). Imagina isso na capela?

Já estava difícil demais pra conseguir assistir alguma aula e mesmo realizar atividades de meu chamado. Para nós, foi um alívio, afinal, sabíamos que lá ele iria poder brincar, cantar e fazer tantas coisas boas relacionadas ao evangelho que as líderes fazem com muito carinho aos pequenos.

No primeiro dia que deixamos ele lá, eu não tinha dúvidas de que seria tranquilo, muito raro ele chorar quando saio, se tiver algo para entretê-lo. Até tinha aula pra dar no dia, e uma das líderes que serve comigo ficou super preocupada de eu não ficar lá com ele, caso chorasse, mas no caso do Mateus, expliquei que ele ficaria de boa. E olha lá como estava o rapaz depois que cheguei para buscá-lo, feliz da vida.

Agora que ele já frequenta a quase 6 meses, costuma ser assim. É bonitinho porque ele já quer ir pra sala do berçário mesmo quando não é domingo e temos algo para fazer durante a semana na capela. Choro na hora de deixá-lo lá aconteceu apenas 2 vezes, em dias onde ele estava um pouquinho doente e manhoso.

Claro que nem toda a criança tem essa facilidade, muitos ficam super apegados aos pais e é difícil deixar os pequenos lá. Acredito que, nesse caso, paciência e conversa são necessárias, e aos pouquinhos, ir deixando. Pessoalmente, confio nas líderes e sei que elas vão fazer de tudo para ajudar as crianças a participarem da classe, e acredito que todos nós devemos confiar no trabalho delas também.

Talvez nos primeiros (ou em vários) domingos seja necessário que um dos pais fique na classe. Tudo bem, a criança tem uma referência, mas ao longo do tempo ela também começa a conhecer melhor as líderes e vice versa. Elas vão conhecer o jeitinho da criança e o que ela gosta para ficar lá. Chegará o momento em que os pais vão poder deixar o pequeno na classe sem problemas.

Ah, geralmente, no berçário são realizadas atividades às crianças onde elas recebem folhas para colorir, objetos relacionados as escrituras... enfim, eu tenho guardado vários deles, porque dá pra usar em casa, na noite familiar, etc. As líderes daqui da minha ala dão show nesse ponto: já recebemos ideias super legais, me animei e fiz até um saquinho de tecido, que já comentei anteriormente aqui no blog.

Enfim, tem seus pequenos no berçário? Como eles ficam por lá? Eu amo esta primeira organização, afinal, tenho certeza de que o aprendizado que ali começa é para toda a vida!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Eu nunca vou poder negar o poder do Senhor em nossas vidas" - Por Elaine Lima

Hoje é dia de história real, eba! A Elaine, junto com sua família (aliás, cada criança linda), engravidou mais uma vez, já sabia como as coisas funcionavam, começou tudo bem, só que... surgiu uma questão no meio do caminho, e com ela as dúvidas, o medo, os receios... que foram enfrentados com muita fé.

À você Elaine, desejo que sua família continue crescendo feliz e firme no evangelho, e que vocês sejam muito abençoados sempre!

E à todos, vou deixar vocês mesmo sentirem esta emoção nas palavras dela, e isso cada vez mais me fortalece de que, não está fácil para ninguém, mas que com ânimo e confiança em Deus, tudo é possível!



"Bem, somos casados há 1 ano e 5 meses. Temos 2 filhas cada de uma casamento anterior. Quando nos casamos em setembro de 2013, já casamos com planos de ter um bebê em breve, sentíamos que assim a nossa grande e nova família estaria completa... Depois de 3 meses de casados, decidimos que estava na hora de ter o nosso bebêzinho... Tive a confirmação da minha gestação em março de 2014, foi lindo, as crianças curtiram muito e nós também, afinal este é o último bebê e foi muito desejado também... A gestação estava acontecendo de maneira bem diferente das anteriores, estava com muitos enjoos, vômitos, cheguei a ficar internada dois dias em maio, senti um mal estar incrível, mas estava tão feliz! Com 13 semanas, descobrimos que o Gustavo estava a caminho, foi muito emocionante, vibramos muito, minha filha Sophia sempre disse que queria um irmãozinho, pedia até nas orações... Uma fofinha! Agora sim, quatro meninas e um menino! Fizemos os primeiros exames, tudo certo, exame de sangue, urina, ecografia, tudo dentro dos conformes, tudo como deveria ser... Pois bem, chegou o momento da ecografia morfológica, que mãe não espera ansiosa por esta ecografia? Contar cada ossinho daquele corpinho tão pequeno, ver todos os detalhes, estava com o coração a mil! Já tinha feito este exame nas duas gestações anteriores, já sabia mais ou menos como era e meu marido também... Até pedimos para gravar, queria cada detalhe, ver meu bebê a qualquer momento! O exame começou a demorar mais que o normal, já estava na sala há mais de 1 hora, o médico pedia o tempo todo para mudar de posição,virava de um lado, virava do outro, confirmava medidas, mexia na minha barriga... Estava tudo tão estranho, tão fora do normal... Então, dei a mão para o meu marido, olhei para o médico e perguntei: "Então, doutor, tudo bem com o meu menino?", Ele me olhou aflito e pediu para esperar o fim do exame, nesta hora eu já chorei, um choro silencioso, dolorido, sabia que tinha algo errado! Nem sei como foi o fim do exame, não sei o que aconteceu. Só lembro de quando o médico começou a falar. Nosso bebê estava com suspeita de Síndrome de Down, o médico encontrou 3 fatores bem importantes que indicavam isso! Não consegui fazer nenhuma pergunta, nem sei como consegui respirar ouvindo a explicação dele sobre o exame... Eu sai da sala sem chão! Era uma sexta - feira, como estávamos sem as crianças, então desde cedo o plano era encerrar a noite no Templo. Ao sair do exame, ligamos para o meu obstetra que nos atendeu no inicio da tarde, viu o exame e falou que podia não ser nada, que poderíamos fazer um exame para confirmar esta suspeita, mas que o exame oferecia riscos e o resultado demora pra sair, ou seja, teríamos o resultado quase junto com a data provável do parto. Não valia a pena correr o risco, além do mais e se ele tivesse mesmo a Síndrome, eu iria amar menos o meu bebê? Claro que não, ele era meu, foi planejado, era muito aguardado! Mas a aflição era tão grande, passei o dia na cama chorando, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo... Combinei com o Cássio que ninguém ia saber daquela possibilidade, não queria ninguém me olhando com pena, ouvir comentários, só queria ter a minha gravidez da maneira mais tranquila possível. Eu precisava lutar com os meus medos sem ver as pessoas me olhando com pena... Quando meu marido chegou no fim do dia em casa, lá estava eu, deitada, chorosa, longe de estar arrumada para sair. Então ele me disse que naquele dia, mais do que nunca, tínhamos que ir ao Templo, me arrumei... Já ao entrar no Templo senti uma força, foi diferente. Era como se o Senhor estivesse confirmando que era ali que eu devia estar daquele momento! Dentro do Templo, na Sala Celestial, fiquei renovada. Orei, conversei com o Pai Celestial, chorei abraçada com o Cássio, mas não conseguia pedir que meu filho fosse "perfeito", só consegui pedir que Ele me ajudasse a superar aquele momento e me preparar para ser uma boa mãe para as minhas crianças! Ao sair do Templo, eu era outra pessoa, meu coração estava em paz, minha alma estava leve, eu me sentia renovada... Até saimos para jantar fora... Depois, conversando com o Cássio sobre nossos sentimentos aquela noite, eu disse: "Olha, não sei se ele vai ter algum problema ou não, mas tudo vai ficar bem!". Meu marido sentia o mesmo! O medo não sumiu, ainda existia uma dúvida, mas o nosso coração estava em paz... Eu estava sendo preparada para tudo! Em setembro, viajamos para fazer o enxoval do Gustavinho, escolhemos ir até Salt Lake, assim teríamos a chance de ir ao Templo lá também, conhecer mais sobre a Igreja... Foi um sonho, uma viagem linda, compramos o enxoval com tanto carinho, conhecemos os lugares históricos da Igreja. Entrar no Templo foi mágico, inspirador, o Gustavinho mexeu muito, eu senti uma emoção tão grande, uma felicidade tão grande, estava sim tudo bem! Eu estava pronta para qualquer coisa...  



Eu realmente esqueci nos últimos meses da gravidez, que passamos por isso! Tudo estava bem... Sou tão grata, tão feliz, porque o Senhor nos carregou no colo neste momento, Ele ouviu as nossas orações, nos deu conforto e tirou a dor do nosso coração! Curti a minha gravidez, curto muito minhas crianças! O Gustavo nasceu, em 3 de novembro. Tão lindo, sem nenhuma síndrome ou algo parecido, foi maravilhoso! Eu nunca vou poder negar o poder do Senhor em nossas vidas...


Ainda não sei o que aconteceu aquele dia, não sei se o médico errou no exame, só sei que meu filho está aqui, crescendo e se desenvolvendo como deve ser e eu oro de todo meu coração que ele possa ser tão grato quanto eu sou ao Senhor! E que Ele possa cumprir com o seu propósito aqui na terra. 


 Com isso tudo, fortalecemos a nossa Fé, nosso testemunho! 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Álbum do bebê personalizado

Quando eu fiquei grávida, decidi, assim como muitas mamães, que faria um álbum para o bebê, normal até aí. Comecei a ver algumas opções em livrarias e nada me agradava... achava alguns conteúdos desnecessários, e outras coisas que faltavam (é, eu sou chata mesmo)... e além disso, gostaria de relatar algumas coisas da gravidez, o que seria um outro livrinho separado, que também existe para vender e é bacana, mas queria tudo em uma coisa só.

Aí não teve jeito, tive que partir para o "Faça você mesma". 

Fiz o seguinte: listei algumas coisas que gostaria que tivessem no álbum, e emprestei um livro de gravidez de uma amiga e o álbum de bebê da minha irmã para ver o que estivesse esquecendo de mencionar e fosse bacana constar. Assim, montei meu próprio álbum e fiz em formato de fichário, para poder montar e trocar tudo quanto eu quisesse.

Esqueci de fotografar a capa, que tem os cata-ventos, tema do quarto, mas é coisa simples. As demais fotos ficaram mais ou menos, mas dá pra entender:

Coloquei na primeira página uma carta para meu filho. Escrevi alguns meses depois de ele nascer para ele ler um dia as nossas ansiedades, desejos e sonhos para ele, bem sentimental.



Aí começou a gravidez. Escrevi um pouco de tudo: quando descobrimos, como contamos a notícia à todos, descoberta do sexo, nossa viagem para comprar o enxoval, algumas fotos do ensaio de gravidez que fizemos, chá de bebê... tem vários detalhes, expectativas e pensamentos de como ele seria, o que aconteceria, como senti nesse tempo, enfim, e nisso tudo tem bilhetinhos e objetos que fizeram parte da fase!





E aí, chegou o Mateus! Coloquei as informações básicas de peso, altura, etc. E nossas primeiras impressões. Guardamos pulseirinhas da maternidade, bilhetes de presentes, cartões de amigos... escrevemos que nos visitou lá e essas coisa todas.



Aí incluí uma página da benção. Como foi o dia, os familiares que estiveram conosco e participaram e claro, a transcrição da benção dada pelo papai.


Aí montei o que chamei de Fases - do primeiro ano - fiz a cada 3 meses contando um pouquinho dos progressos e gostos do bebê com algumas fotinhos junto.


Isso era um resumão, mas para anotar certinho datas e acontecimentos (caiu o umbigo, 1o suco/papinha, ficou de pé, apareceu dente, primeira viagem, etc.) Essa ideia é muito boa que vi da minha amiga: fazer um calendário onde vocês escreve tudo. O primeiro ano, que é cheio de acontecimentos foi super preenchido.

E por fim, agora é mais relax, mas continuo fazendo anotações de manias, medos e acontecimentos no que chamo de "Mais momentos especiais". Escrevo sempre que algo bacana acontece, e aí vai!


Enfim, pretendo fazer por muito tempo, e se vcs se animarem, é uma maneira que gosto muito de registrar a vida dos filhos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Chegou o Mateus (Ensaio Fotográfico)


Ontem meu bebê, que já é um homenzinho, completou 1 ano e meio! O tempo passou voando, todo alegre e feliz, escalando tudo o que consegue (encontrei ele em cima da pia do banheiro essa semana, socorro!), ama o mar e a piscina e não tá nem aí para todos os caldos que levou (socorro denovo!) e já foi pro berçário no domingo numa boa.

Para comemorar um pouquinho, resolvi relembrar seu nascimento e aqui estão as fotinhos com 8 dias de vida, o primeiro "new born" do blog! Tão gostoso ele tão pequenininho! E não precisa de quase nada né... alguns enfeitinhos e fica tão delicado. O engraçado é que queríamos tirar muitas fotinhos dormindo e quem disse que ele dormia? Demorou um monte... e ele nunca dormiu muito mesmo nessa fase... mas pelo passou a dormir mais a noite antes de 3 meses!

Espero que vcs curtam tanto quanto eu !

Fotografia: Vivian Costa















Que delícia!

Tem fotos de família, bebês e por aí vai? Mande pra mim e participe do blog!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Visitas na maternidade: É bom ou não? O que fazer?

Este post foi um pedido da mamãe Thalita, que está esperando sua primeira princesa chegar e pediu para comentar sobre visitas na maternidade. É mais um assunto que envolve muita discussão, afinal... é melhor ir na maternidade ou em casa? O que fazer e não fazer? Ou é melhor mandar um recadinho para a mamãe e visitá-la apenas meses depois?

Minha opinião pessoal é: Depende da Mãe e sua Família

Tem mães que adoram receber visitas e são super sociáveis, mesmo que tenham passado por um trabalho de parto super difícil. Outras, mesmo que o parto tenha sido o mais tranquilo, simplesmente querem ter seu tempo e sua adaptação ali mesmo e preferem ter seu espaço.

Por isso, as minhas duas dicas principais são:

* Se você é a mãe, caso não queira receber visitas na maternidade, comunique seus familiares e amigos sua preferência, já que muitos gostam de ir à maternidade. Um recadinho simples dizendo "queridos amigos e familiares, estamos muito felizes com o nascimento de nosso bebê, mas nos adaptando com ele também. Por isso, preferimos receber visitas apenas em casa, depois de sairmos da maternidade. Lá estaremos em nosso lar e mais confortáveis para receber o carinho de vocês".
Com e-mail, facebook e redes sociais, todo mundo fica sabendo rapidinho e sem incomodar!

* Se você é um amigo ou familiar, pergunte à mãe o que ela prefere: visita na maternidade ou em casa e até horários... claro que você possui seus compromissos, mas um bebê, ainda que maravilhoso, é uma grande mudança na vida dos pais, e você pode encontrar uma forma de se adaptar para fazer o melhor à todos.

Boa parte das famílias não se importam de receber visitas na maternidade, eu gostei bastante porque era bom ter até alguém pra revezar o marido e ele dar uma saidinha no que precisasse fazer, então, para aquelas visitas, dou algumas sugestões tanto para mamães e visitantes sobre a Maternidade.


PARA AS MÃES:

- Receba bem seus visitantes, afinal, eles vieram demonstrar seu carinho por você e seu bebê. Vai ser inevitável responder várias perguntas iguais como qual é o peso e altura do bebê, como foi o parto, etc. Faz parte, mas é algo que eu particularmente acho gostoso de repetir e comentar.

- Se uma visita estiver por um tempo muito longo, ou você quer mais privacidade para amamentar ou qualquer outra coisa, gentilmente peça para ela se retirar, seja por alguns minutos ou para ir embora mesmo, acredito que a grande maioria (acredito mesmo) das pessoas vão entender se você disser "vou precisar amamentar agora, pode nos dar licença?"

- Por via das dúvidas, inclua um álcool gel na sua bolsa, e assim você fica mais tranquila no caso da maternidade não oferecer isso no quarto.

- Acho simpático ter um bom ambiente para as visitas. Neste caso tem duas coisas que gosto: a primeira é ter algo para servir às visitas, nada muito luxuoso, mas algumas bolachinhas salgadas/doces e água/chá gelado, por exemplo, já é um tira gosto muito bom.

A segunda é a decoração. Pode parecer frescura ou exagero da minha parte, mas acho gostoso quando é possível decorar um pedacinho do quarto. Não precisa gastar com isso, reaproveite algumas coisas do chá de bebê e já é mais que suficiente. Embaixo está a mesa da maternidade do meu quarto, e também meu marido com meu sobrinho, e minha cunhada aproveitou a decoração do chá para pendurar letras e carrinhos na parede.





PARA OS/AS VISITANTES:

- De preferência, faça a visita 1 dia depois do parto. Por mais que tudo tenha corrido bem, por experiência própria,  eu estava super bem e feliz, mas quando cheguei ao quarto, eu estava sem comer, sem tomar banho (com aquela limpeza bem mais ou menos do pós-parto), e voltando a realidade... meu cunhado disse que a gente fica com uma "cara engraçada" rsrrs... como tive por cesárea, tinha restrição para levantar, se mexer e tal que, no dia seguinte, tudo tinha passado e eu estava MUITO mais apresentável. Acho que todas a mães vão querer estar bem para receber suas visitas. Então, a não ser os familiares mais próximos que estão acompanhando tudo de perto, espere um dia que é uma boa.

- Avise que irá fazer a visita. Se você pessoa disser "vou por volta de 12h00" a mãe pode pensar em almoçar mais cedo ou mais tarde, tomar banho depois, enfim... acho mais interessante.

- Use álcool gel. Mesmo se você não segurar o bebê, é higiênico por estar em um ambiente hospitalar. Esse tipo de excesso não é demais e sempre tem em qualquer quarto.

- Seja rápida(o). Claro que se for sua melhor amiga e ela dar essa liberdade você fica mais tempo, mas no geral, não demore... é possível que os pais não tenham dormido muito e a mãe precise de tempo para amamentar e quer fazer isso sozinha, enfim... 30 à 40 minutos é mais do que suficiente.

- Faça apenas o que os pais permitirem: se por acaso eles não oferecerem para pegar o bebê, não pegue, simples assim. Cada um é cada um e isso pode incomodar bastante. Dar beijos e outros contatos... ainda melhor deixar para algum tempo depois.

- Conheça as regras da maternidade. Os horários de cada uma variam, tem algumas que permitem flores e outras não, assim como crianças acompanhadas, enfim... pergunte aos pais ou mesmo ligue na recepção para saber o que pode e não pode para não se incomodar depois.

- Lembranças e presentes sempre são bem vindos. Já que estamos em um blog SUD, dá até para levar alguma coisa diferente como uma plaquinha decorativa escrita "sou um filho de Deus", uma plaquetinha de "futuro missionário", ou algo especial para o dia da benção!


Enfim, espero que seja útil e deixem amigos e mamães tranquilos sobre essas visitas!


Aqui tem algumas outras referências sobre o assunto, que podem ajudar (a primeira foi a que mais gostei e usei partes dela para este post):

http://maternidadesimples.com.br/visita-a-recem-nascido-o-que-fazer-e-o-que-nao-fazer/

http://www.justrealmoms.com.br/as-10-regras-de-etiqueta-para-visitar-um-recem-nascido-na-maternidade-ou-em-casa/

http://www.macetesdemae.com/2013/05/como-receber-bem-na-maternidade.htmlb

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"As dores e as alegrias da amamentação" por Evelise Toporoski Domingues

O post de hoje é de autoria de uma amiga minha da época de conferência de jovens, a Evelise, roubado do blog dela - Papo de Família -  com sua permissão, é claro, para o Maternidade SUD.

A maternidade veio para nós com poucos meses de diferença e, além de membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e jornalista, ela é esposa e mãe do Rafael, um menininho charmoso de olhos azuis.

Eu não sei o quanto ela sabe (senão vai ficar sabendo agora), mas quis compartilhar porque as palavras dela foram um GRANDE E REAL alívio e me deu muito ânimo no que se diz a amamentar.



Particularmente, eu acho este assunto um pouco polêmico, visto que tem mães que não conseguem ou mesmo não querem amamentar (e na minha opinião cada uma sabe o que é melhor para si e seus filhos, ou seja, façam o que preferirem), porém... eu sempre quis MUITO dar meu próprio leite ao Mateus... mas não foi tão simples como pensei que seria.

Quem teve dificuldades nesse assunto, sabe que nem tudo é como as revistas, televisão e mesmo as especialistas dizem. Pra mim, na maternidade foi mais confuso ainda, porque cada enfermeira falava uma coisa diferente e mostrava jeitos diferentes, e não foi lá que eu consegui e meu filho aprendeu a mamar, mas sim depois de muitas tentativas e paciência dentro de casa.

Quando eu comecei, tive aquelas coisas todas de peito rachado, tive sangramento e até uma provável mastite (até tive um pouquinho de febre e dor 1 semana depois do nascimento) e a cada mamada - ou seja, aquele intervalo de 2 a 3 horas - eu pensava "como essa mulherada aguenta essa dor o dia todo?" E pomadas, passar o próprio leite no bico para hidratar e outros truques pareciam que não funcionavam.

Daí a gente aproveita a soneca do menino pra ver se tem algo que ajuda na internet, e só davam todas aquelas mesmas coisas que especialista tal disse... nada parecia igual ao que eu estava passando, até que a Evelise escreveu esse texto. E me identifiquei tanto que resolvi não desistir... minhas dores duraram quase 2 meses e de repente, as coisas melhoraram e tudo ficou fácil, até demais! Amamentei meu pequeno até 1 ano e 1 mês. Por ele, acho que ia mais, porém eu parei por opção própria, mas fiquei feliz por ter conseguido ter feito isso durante este período.


Eis o texto que tanto me ajudou. Eu entendo porque algumas desistem... a dor realmente é complicada, mas se você está nessa fase, quer muito amamentar, e tem dificuldades (espero que não), fique firme, isso passa!

Ps. A Evelise ainda amamenta seu menino de 1 ano e 7 meses!

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"Faz tempo que eu precisava falar sobre isso. Enquanto você está grávida poucas pessoas dão instruções sobre amamentação – o povo só fica te apavorando sobre o parto (compartilharei minha opinião sobre isso em outro momento).
Sempre tive um desejo enorme de amamentar, acho bonito, um gesto de carinho e proteção ao bebê, mas eu tinha a imagem que seria sempre assim:
Imagem

Eu diva, calma, sorridente, maquiada e amamentando… mas no começo nem tudo são flores.
Minhas dificuldades
Depois da cesárea fui para o quarto e esperei o bebê chegar para tentar amamentar. Fiquei com medo que não tivesse leite, pois enquanto gestante não saiu líquido nenhum dos meus seios.
Quando o Rafa chegou no quarto coloquei no seio e fiquei esperando a ‘mágica’ acontecer, mas nada. Ele estava meio sonolento, então deixei que dormisse mais um pouco. O hospital tem uma enfermeira apenas para instruir sobre como amamentar. Ela apertou o bico do meu seio (sim, doeu muito!) e disse que eu tinha leite. Saiu uma gotinha de colostro, que era transparente e não parecia um leite! 
A senhora muito querida disse que ele ainda não sabia sugar e que eu teria que estimular colocando meu dedo mínimo no céu da boca dele para dar certo. Mesmo assim, ele não pegava corretamente e mamava muito pouco, muitas vezes engolindo ar. Eu passei o dia tentando amamentar e quase nada acontecia. Eu estava cansada e frustrada em perceber que não era tão simples. 
Ainda no hospital foi dado Nan para o Rafael e eu fiquei com medo de que ele me trocasse por aquela latinha cara. Eu via as outras mães que tiveram filho no mesmo dia que eu super amamentando felizes e eu ainda sem entender o que estava acontecendo.
Na alta com a pediatra neonatal falei sobre a minha dificuldade em amamentar e aí começou uma sessão de tortura. Ela pediu para mostrar como eu fazia e disse que estava errado. Apertou por uns 10 minutos o bico dos meus seios, puxou, apertou, puxou, apertou, sério, fiquei com vontade de bater nela… até que a ‘mágica’ aconteceu – ele sugou e eu amamentei de verdade! A doutora disse que o bico do meu seio era curto, mas que com insistência eu conseguiria amamentar.
Eu teria que me torturar em casa, sozinha – começava mais um o desafio. Além de estar na fase de puerpério, chorando e me irritando por qualquer coisa, cada mamada para o Rafael começava meia hora antes. Eu puxando bico, passando dedo na boca dele, tentando encaixar. Às vezes dava certo, outras não. Por isso, meu seio começou a rachar.
Que dor!
Para mim, estas foi uma das dores mais intensas que senti. Eu tinha que alimentar meu filho, mas para isso, teria que suportar aquele mal-estar a cada duas horas. No hospital eu ganhei amostra grátis de uma pomada a base de lanolina para ajudar, também passei o próprio leite no seio, é o que instruem nas Unidades de Saúde.
Não peito chegou a sangrar, mas também não tinha tempo de cicatrizar e passei acho que um mês com esta dor terrível.
Nesta época eu fui em um salão de beleza retocar as luzes, fazer unha e ouvi várias mulheres contando que tiveram o mesmo problema. Algumas pessoas me indicaram passar casca de banana no seio, claro que não fiz! Ouvi também de outra que desistiu de amamentar por causa dessa dor e começou a introduzir alimentos no bebê aos três meses porque ‘o Nan era caro’. Enfim, ouvi vários absurdos!
Os melhores conselhos ouvi foram da minha mãe e da minha cunhada Camila. Elas sempre tiveram ao meu lado e todos os dias me ligavam para saber como estava a amamentação. Minha mãe disse ‘seu seio vai ficar acostumado e o Rafael mais esperto e vai parar de doer quando você menos esperar’. Sim, isso aconteceu!!
Hoje ele é super esperto pega corretamente de primeira e suga muito bem, tanto que tem ganhado mais de um quilo por mês e é o orgulho do pediatra!!
Agora eu amamento com prazer e sem dor, posso até tirar foto diva igual a Claudia Leite. 
Só contei a minha história para dizer com propriedade que amamentar não é fácil, mas vale muito à pena. Mesmo que doa insista, porque vai passar! Na época encontrei pouco material na internet sobre o assunto, só histórias terríveis que me deixaram assustada. Tomara que meu relato possa ser uma ajuda positiva.
Respeito as mulheres que não puderam amamentar ou por algum motivo tem que dar complemento ao bebê. Cada um escreve uma história e todo esforço para ter um bebê saudável é válido.
Me identifiquei
Um belo dia eu estava amamentando e assistindo o programa Encontro da Fátima Bernardes, aí a Chris Nicklas (eu adorava ela na MTV) apresentou um projeto sobre amamentação. Ela amamentou gêmeos e mostrou no programa uma foto toda descabelada com os dois! Eu me emocionei assistindo o que ela falou, me identifiquei muito! Clique aqui e assista também! 
E você como foi sua experiência com a amamentação?"


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Quando a maternidade parece que não vai chegar... por Flávia Sphair

Janeiro é um mês especial para mim. No dia 09 de janeiro de 2013, foi a primeira vez que vi o coração de meu bebê batendo forte pela primeira vez.

Para qualquer mãe, acredito que seja um momento divino, mas para mim, foi mais do que isso... foi saber que a gravidez era real, e que a minha vez finalmente tinha chegado depois de espera, frustrações e ansiedades.

Hoje, eu que escrevo à vocês neste blog vou contar um pouquinho mais de um pedacinho da minha história - da escolha de ter um filho até a primeira ecografia - e conto especialmente para aquelas que ainda não realizaram o sonho de ser mãe, mas estão fazendo de tudo para conseguir ter um bebê em seus braços.



Pouco depois de fazermos 2 anos de casados, decidimos que queríamos ser pais. Eu nunca me vi mãe, mesmo logo depois de casar... apesar de tão valorizada no Evangelho, não era uma prioridade pra mim. Mas... alguns amigos tiveram bebês, e percebi, convivendo com eles, que fazíamos coisas boas, e apesar das mudanças serem muitas, a vida era boa demais com filhos. Meu esposo já queria antes de mim ter um filho, e assim tbém concordei com ele que era hora de tentarmos.

Eu tomava anticoncepcional na época e logo no primeiro mês que parei, meu ciclo atrasou... achei que não era nada, ia esperar pelo menos 1 semana, mas fui convencida a fazer um teste de farmácia, e para minha surpresa deu positivo, assim como o exame de sangue. Na empolgação, falamos para família e amigos, mas... a alegria durou muito pouco: 4 dias depois senti a cólica mais forte da minha vida, e muito mais sangramento do que o normal. Foi um aborto espontâneo, eu sabia que a gravidez tinha acabado.

Apesar de na hora ter sido um susto e uma decepção muito grande, bastou um fim de semana para me recuperar, afinal... perder um bebê é mais comum do que pensamos e sei disso porque muitas pessoas que nem imaginava terem passado por isso também conversaram sobre suas experiências comigo, o que me deu um ânimo ainda maior. Viramos a página e fomos em frente.

Foram mais uns 6 meses de tentativas, e comecei a ficar incomodada... acho que a maioria que não engravida em 2 meses já começa a arrancar os cabelos, mas, em um mês que estive um pouco menos despreocupada, tive um novo positivo (pasmem, minha dentista falou que eu estava com a gengiva inflamada e parecia sintoma de gravidez... comprei um teste logo depois da consulta e sorri novamente). Eu tinha uma guia de ecografia comigo, e decidi que queria ver ser era verdade mesmo direto na clínica. Vimos uma gravidez bem inicial, fiquei bem feliz e avisamos nossos familiares.

Cheguei a sentir enjoos por 1 semana, que repentinamente sumiram em seguida, mas nenhum sagramento, tudo tranquilo. Só que era a preparação para um segundo momento de tristeza: fomos fazer a ecografia seguinte e... a gravidez não evoluiu. O coração não batia, o tamanho do bebê era metade do que devia ser, era um aborto retido.

Esta segunda vez foi a que realmente me deixou pra baixo. Por quê não dava certo? E nesta encarei a curetagem. O procedimento em si foi tudo bem, anestesia geral, e nenhum problema físico. Mas o emocional foi duro. Primeiro porque você faz a curetagem em maternidades, fala sério... todos os quartos do lado do seu com os enfeites de porta dos recém nascidos, e você, nada. Mas, os próximos meses foram os mais difíceis para mim. Eu tinha amigas com bebês, e via anúncios de gravidez, e eu não conseguia ficar feliz por elas... eu quase sentia raiva, eu sabia que não devia, mas era difícil controlar os sentimentos.

Foram meses difíceis e esperei um pequeno tempo até a médica dar ok para tentarmos novamente. Aliás, fizemos o mapeamento genético do embrião e descobrimos que ele tinha uma "trissomia", um gene a mais, que na posição que estava era incompatível com vida. A médica nos alertou que esse problema não era derivado de mim ou do meu esposo, foi um problema de formação genética e que nada nos impedia de tentar mais uma vez, só do nosso emocional.

Assim, meu esposo falou comigo. Ele disse que acreditava que se fizéssemos um esforço maior nas coisas do evangelho, nosso desejo seria concedido, afinal, era justo e de acordo com o plano do Pai Celestial. Preparamos algo que ele aprendeu na missão chamado "Compromisso de Poder". Basicamente, são 4 categorias que escrevemos:

1. O desejo que tínhamos;
2. O que nos faríamos para alcançá-lo;
3. Qual sacrifício maior faríamos à Deus para alcança-lo;
4. Qual a benção que Deus nos concederia por isso.

A nossa parte incluiu aumentar a frequência ao templo, melhorar nossas orações e fazer ofertas mais generosas. Foi quase que um convênio, e nossa fé aumentou muito, nos apegamos fortemente nisso.

2 meses depois disso, meu marido teve um sonho: que nós tínhamos um filho, que era um menino e se chamava Mateus. Lembro da convicção que ele disse isso pra mim em uma manhã como qualquer outra na semana, mas que para nós foi diferente. Me agarrei ainda mais nisso e pensei... ele está vindo.

Então, algumas semanas depois do sonho, me senti estranha... um mal estar que não passava. O marido falou pra comprar um teste, e deu negativo. Foram mais 10 dias com o enjoo e com uma sensação de que tinha algo diferente e eu estava grávida sim! Aí comprei o teste mais barato da farmácia, que finalmente deu o esperado positivo, e tive uma certeza enorme de que esta vez seria diferente, tínhamos um compromisso com Deus, e ele daria esta benção para nós.

O exame de sangue deu positivo, e aí eu tinha que fazer a eco. Morri de medo de não ver nenhum coraçãozinho batendo, então decidi o seguinte: como estava próximo do natal e das festas, eu só ia fazer o exame se fosse pra ter certeza de ver um coração batendo. Esperei tudo passar e com quase 3 meses de gravidez fui para a eco. E lá estava um coração acelerado e saudável batendo... 09 de janeiro de 2013 foi um dia incrível que nunca vou esquecer... eu ainda tive um leve descolamento e precisei ficar calma nos meses seguintes, mas era bem leve e de pouca preocupação.

Sinceramente, porquê passamos por essas coisas eu não sei, mas realmente acredito que a hora certa de ser mãe para mim foi na hora que Deus sabia que eu estava preparada para a maternidade. Amadureci muito com tudo o que passei e tbém já pude compartilhar minha experiência com outras que passaram por isso desde então. Acho que tudo me fez despertar o real desejo de ser mãe, o que eu não tinha anteriormente.

Também conheci histórias muito mais difíceis que a minha... muito mais sofrimento, muito mais gasto e muitas outras complicações. Mas todas tiveram finais felizes... e isso não significa que veio uma gravidez: alegrias que vieram na adoção e em outros desfechos que conheci.

Se você está passando por isso agora. TENHA FÉ. Faça sua parte e se sacrifique um pouco mais para alcançar seu nobre objetivo de ser mãe... mas saiba que o Pai Celestial tem seu tempo e seu modo de conceder as bençãos que ele sabe serem melhores para nós.


Depois de tudo, fica a história, a lembrança... mas que todo o esforço e sacrifício, tudo o que for feito VALE A PENA!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O dia da benção do bebê

Logo depois do nascimento de um filho, temos um dia especial para a família: a benção do recém nascido. Em geral, é um dia de alegria e ansiedade (eu pelo menos estava muito ansiosa) para abençoar o novo membro da família.

Como era algo que considero significativo, fiz uma pequena preparação para nossa vez. Talvez tudo o que eu comente seja conhecido de todos, mas fica a sugestão.

Imagem: lds.net

- Decidimos que gostaríamos de convidar alguns familiares (inclusive alguns tios que não são membros) para assistir a ordenança e almoçar conosco após as reuniões. Eu optei por ser direta e uns 10 dias antes do domingo que foi escolhido para a benção, convidei virtualmente mesmo as pessoas que gostaria e liguei para os demais. Mas, há quem prefere fazer um convitinho para a ocasião (minha prima fez um lindo para a filha dela com modelo de um vestidinho branco). Fica bem bonito também.

- Este tipo de benção costuma ser feita no primeiro domingo do mês, é uma orientação... mas com certeza não uma obrigação. No meu entendimento, um dos motivos é para que os familiares que possuem chamados na estaca possam participar sem deixar de cumprir seus chamados, já que este é o domingo em que eles estão na ala. Enfim, leve em consideração o que é melhor para sua família no todo.

- Uma semana antes da benção, preparei uma noite familiar com este tema... é especialmente legal quando há mais crianças na família para falar sobre a ordenança. No Livro de Recursos de Noite Familiar (aquele que tem no templo, material produzido da Igreja), tem uma lição específica sobre isso, que fala sobre a importância do nome e da benção. Foi um dos momentos mais gostosos desde que o bebê tinha chegado.

- Geralmente gostamos de escolher uma roupinha bonita para o bebê usar. A maioria opta pelo branco, acho que fica realmente lindo... mas como não é uma obrigação usar branco, no meu caso, era inverno e roupa bacana de frio para menino toda branca não é simples de achar... ganhei um conjunto bem chique azul marinho que na hora, já escolhi pra usar na benção, então... o que a mãe e o pai acharem o melhor tá valendo!

- No dia da benção, veja com o pai do bebê se todos os portadores do sacerdócio que irão participar da ordenança estão cientes... nada contra chamar na hora, mas acho bacana todo mundo já saber que vai participar, fica mais organizado. Sobre isso também, não há um limite, mas minha opinião pessoal é que gente demais não é necessário (tipo, a foto, rsrsrsr). Nós optamos por convidar os avôs e tios (não temos nenhum bisavô vivo), demais familiares, como tios-avôs e primos, foram convidados para assistir, tirar fotos e participar com a gente.

- Por fim, bençãos não podem ser filmadas, mas podem ser gravadas. Não esqueça de pedir para alguém gravar, pode ser no celular mesmo, a benção. Você pode transcrever depois e guardar no diário (seu, do bebê, etc). Foi o que fiz e lembro da emoção que senti naquele dia.


Acho que é bem válido, certo? Ah, e se o bebê chorar na hora, faz parte (sim, no meio da benção o meu teve que chorar) mas nada de se preocupar, especialmente quem está realizando a benção... vá até o fim, é um momento único.

Mais alguma coisa que esqueci ou devo mencionar? Como foi esse dia pra quem já passou pela experiência?