sexta-feira, 10 de abril de 2015

A importância dos diários para as próximas gerações

Eu particularmente gosto muito mesmo de história da família. Claro que gosto muito de todo o trabalho genealógico no sistema, de realizar ordenanças por familiares falecidos no templo, mas o que mais gosto mesmo é de conhecer mais meus antepassados: saber de suas dificuldades, vitórias, histórias e exemplos.

Imagem: Vox Europ

Esta semana ganhamos um livro da história da padaria que está em frente à nosso apto, que completou 100 anos. Apesar de falar de todo o crescimento do negócio, tem um história incrível por trás de tudo. Como começou com imigrantes que buscaram uma vida melhor no Brasil, o início da produção e das vendas, a passagem por 2 fortes crises e todo o trabalho empenhado de muitas gerações da família, que hoje já ensina a quinta geração os primeiros passos para conduzir os negócios. Muito bacana mesmo.

Pode ser que não tenham umas empresa de 100 anos, mas temos uma história. Vamos parar e pensar: estamos registrando o nosso legado para as gerações seguintes? O que eles vão aprender de nós? Bem... eu tenho um grande respeito por minha falecida avó. Ela escreveu alguns diários, já li algumas partes deles, e que exemplo incrível ela deixou com suas experiências. Isso pode fortalecer nossa posteridade, afinal, eles são mais parecidos com a gente do que podemos imaginar, e para mim, acho que aumenta o elo entre as gerações.

Eu tenho diários desde criança. Ganhei o primeiro no meu batismo e dou muito risada quando o releio. Comecei a escrever sem parar a partir de 14 anos, e guardo muita coisa com carinho: vi o quanto evolui e amadureci, e que muitas experiências que passei vejo jovens passando hoje, e que meus filhos possivelmente também podem passar no futuro. Claro que o mundo muda, mas muitas coisas permanecem também.

Escrever em diário não significa fazer isso a moda antiga. Claro que cadernos, papel e caneta são muito legais, mas eu optei por escrever virtualmente. Tenho um blog de acesso restrito só para mim onde registro minhas experiências em qualquer lugar que eu esteja, e já aproveito para salvar fotos em meus relatos. Se vc tem preguiça com os cadernos, é uma alternativa.

Independente de como vc faça, tenha um diário. Vejo sua importância e o quanto os relatos daqueles que já passaram  na minha família são especiais para mim. E ensine seus filhos a continuar este legado.

O presidente Wilford Woodruff ensinou que "Nenhuma dispensação na Terra teve registros de maior interesse do que a atual". Precisamos destes registros! Este profeta tem uma aula bem bacana sobre o tema, capítulo 13 dos Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, também no link abaixo:

https://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/36315_por.pdf?lang=por

Se você ainda não começou, que tal fazer um resuminho dos fatos importantes até hoje e começar agora?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Fotos de Família das Autoridades Gerais - Primeira Presidência


Vocês conhecem as famílias das Autoridades Gerais?  Como curiosidade, vamos começar uma nova série com algumas fotos das famílias de nossos queridos líderes da Igreja.

Algumas mais recentes, outras mais antigas, mas vamos começar com a Primeira Presidência, para conhecermos um pouquinho mais deles:


Família do Profeta Thomas S. Monson

Foto tirada enquanto foi Presidente da Missão Canadense, com sua esposa Frances Monson e seus 3 filhos - Tom, Clark e Ann
Imagem: lds church news

Família do Presidente Henry B.Eyring

Presidente Eyring com sua esposa e 3 filhos
Imagem: Pinterest

Família do Presidente Dieter F. Utchdorf

Foto de 2006, com sua esposa Harriet, filhos e netos
Imagem: lds.org

No próximo post da série, vamos mostrar as famílias de 3 apóstolos!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Organização da vida em casa: casa, filhos, marido, trabalho, igreja e o que mais tem pela frente!

Se me dissessem: escolha algo que está faltando para você ganhar, eu escolheria tempo. Temos tanto o que fazer, e convenhamos, as mulheres ainda vão continuar a se sobrecarregar porque sempre vemos algo que falta por fazer.

Sabe, a noite quando o marido chega em casa e senta no sofá para assistir uma TV e descansar um tempo após o trabalho? Raramente fiz isso, e acho que nós mulheres também não fazemos em geral. Desde de sempre que chego em casa e vejo no mínimo alguma coisinha por fazer, vejo se não tem nada do meu trabalho que precise ser feito (no mínimo verificar algum pedido por e-mail que possa ter chegado) e depois de organizar algumas coisas da casa, aí sim eu penso se vou sentar, desde que o baixinho não esteja precisando de nada (geralmente os filhos estão né...)

Mas, tem momentos que não sabemos o que fazer, e não dá pra simplesmente jogar a toalha e deixar tudo bagunçado, ou não ter um tempo próprio e ficar surtando e descontando na família (o que eu já fiz). Aí é hora de repensar e fazer algo a respeito. Geralmente, nesse ponto, algumas coisas do evangelho, como estudo das escrituras e orações pessoais não vão lá muito bem, o que piora as coisas.

Eu sou uma pessoa metódica (às vezes até demais), mas isso me ajuda bastante quando falamos de organização. Por isso, vou falar o que acho que funciona. Há muitos sites e artigos que falam sobre organização pessoal, mas tudo o que vou mencionar aqui eu realmente uso e aplico e como é minha vida real, espero que possa ajudar na realidade de vocês, caso tenham dificuldades em aproveitar bem seu tempo:



1. Estipular uma rotina. Já ouvi pessoas dizerem que não gostam de rotina e que deixam para resolver as coisas ao longo do tempo. Eu discordo. Tem pessoas que vivem assim, mas não acho que é possível ter uma vida organizada sem rotina: esquecemos tarefas, nos atrasamos para compromissos, e acho que isso não é muito legal. Quando se tem filhos então, a falta de uma rotina traz stress para a família. Não significa que tem que ser tudo regrado, mas uma rotina básica é saudável e já ajuda muito.

Aqui em casa, temos 1 carro. Meu esposo usa ele segundas, quartas e sextas para trabalhar, e eu fico com o carro terças e quintas. Estipulamos os dias para assim organizar nossos compromissos. Eu sempre me programo para fazer compras às terças, e já compro as quantidades necessárias para a maior parte das coisas na semana. Se necessário, outras pequenas coisas que preciso compro na panificadora em frente de casa, que posso ir à pé. Marco pediatra, dentista, compromissos da minha empresa, visitas de professora visitantes, tudo nestes dias que estou motorizada. E realizo a maior parte dos trabalhos domésticos - lavar roupa, cozinhar, limpeza, etc. - nos dias que fico em casa, assim como adiantar e trabalhar nas tarefas que faço no computador. Isso tudo funciona bem legal pra mim.

Ainda incluo coisas pessoais - como exercícios físicos (que acordo bem cedo para fazê-los como contei em um post sobre isso) e claro, oração pessoal e estudo das escrituras, que realizo diariamente antes da casa acordar também.

Cada pessoa pode encontrar sua rotina básica e segui-la, e outros compromissos esporádicos como atividades na Igreja, aniversários, eventos e seja o que for são encaixados nas folgas e janelas do dia a dia!

2. Adapte suas tarefas para os horários onde você "rende mais". Cada um de nós tem horários que consegue executar melhor as tarefas, e outros onde bate desconcentração e cansaço. Claro que nem todo mundo é igual à você, e mesmo seus filhos podem estar pulando em cima de você enquanto você só quer é dormir. Ainda assim, é possível encontrar brechas para você realizar suas tarefas de uma maneira que renda melhor. Meu horário pessoal é pela manhã, onde decidi acordar antes para me exercitar e principalmente estudar as escrituras, pois gosto do silêncio e de ter a casa "só para mim".
Às vezes é difícil levantar, mas não costumo me enrolar muito não e consigo ficar bem disposta. Então faço as tarefas do dia, cuido e brinco com o pequeno, trabalho à tarde enquanto ele dorme, mas nesse horário preciso fazer pausas, pois não é sempre que rendo bem, mas tem que aproveitar o horário que o bebê dorme tbém. De noite tenho uma faixa de horário das 22h às 23h que é boa também para trabalhar e onde meu filho dorme, mas depois eu canso e eu preciso dormir, não adianta insistir muito. 

Tenho amigas e várias pessoas da família que são noturnas (a maioria aliás), preferem dormir mais de manhã e trabalhar a noite e até pela madrugada. Tudo bem, você pode render melhor nesse horário, mas pense no que se aplica melhor à você, pois faz diferença na agilidade das tarefas.

3. Seja disciplinada. Você pode criar a sua rotina, mas não a segue corretamente ou vive mudando tudo. Aí não é rotina. A disciplina é essencial para as tarefas importantes. É claro que nem tudo precisa ser regrado, mas tudo o que precisa ser executado - refeições, tarefas da casa, trabalho - isso não pode ser postergado o tempo todo ou desconsiderado.

4. Tire de perto as distrações (especialmente as tecnológicas). Quer começar e terminar algo em determinado período? Então tire todas as distrações de perto, e estou falando especialmente da tecnologia. Temos a mania de olhar o celular o tempo todo, checar e-mails, ler mensagens em grupos do whatsapp ou as novidades dos amigos do facebook. Faça um favor à você mesma: deixe o celular fora do seu alcance e não veja ou leia quaisquer distrações. Desligue a TV para não ter o risco de querer assistir o programa seguinte, coloque uma música no lugar. Anote quantas vezes você olhou seu celular ao longo do dia, e cuidado para não se assustar, isso faz toda a diferença.

Espero que estas dicas ajudem vocês, e sobrando tempo, dá para curtir mais a família!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Porque eu decidi decorar o Cristo Vivo nesta Páscoa

O que vocês leram não é um resquício de 1 de abril, rsrsrs, mas... faz uns 2 anos que decidi que gostaria de, em todas as páscoas, dar algum tipo de "presente" ao Salvador. Fazer algo que fosse bom e às pessoas, aquilo que aprendemos que agrada a Deus e seu Pai Celestial.

Aí eu estava estudando os discursos da conferência geral do ano ano passado e me deparei com a mensagem da segunda conselheira das moças - Neill F. Marriot - com o seguinte relato:

Mensagem completa: https://www.lds.org/general-conference/2014/10/sharing-your-light?lang=por


Neste verão tive o privilégio de participar de um acampamento com 900 moças no Alasca. A influência que exerceram sobre mim foi grandiosa. Elas foram para o acampamento espiritualmente preparadas, tendo lido o Livro de Mórmon e decorado “O Cristo Vivo: O Testemunho dos Apóstolos”. Na terceira noite do acampamento, todas as 900 moças se levantaram e recitaram juntas todo o documento, palavra por palavra.
O Espírito encheu o imenso salão, e desejei unir-me a elas. Mas não pude. Eu não tinha pagado o preço da memorização.
Comecei agora a decorar as palavras de “O Cristo Vivo” como aquelas irmãs tinham feito e, graças à influência delas, estou vivenciando mais plenamente o convênio sacramental de sempre me lembrar do Salvador ao repetir muitas e muitas vezes o testemunho de Cristo prestado pelos apóstolos. O sacramento está adquirindo um significado mais profundo para mim.
Isto era fim de fevereiro e logo pensei que este seria meu presente ao Salvador para esta páscoa: estudar e memorizar este testemunho tão especial dos apóstolos.

Como trabalho com as Moças, também lembrei que esta era uma sugestão de Projeto do Progresso Pessoal do valor Fé. Eu havia dado esta sugestão às meninas na Páscoa anterior, mas 0% de adesão (definitivamente é um projeto que quase ninguém faz, elas escolhem outros). Assim, se eu decorasse quem sabe elas tivessem o desejo de fazê-lo também - sabe como é o poder do exemplo.



Foram várias manhãs de estudo. Eu lia as escrituras e depois tirava um tempinho para a memorização. Ao pensar e repetir várias vezes a mensagem, definitivamente me aproximei mais do Salvador. A experiência foi incrível.

Consegui decorá-lo em quase 3 semanas, e confesso que terminei antes do que tinha imaginado. Como não quero esquecer, eu repito ele pra mim mesma eventualmente, o que sempre me faz pensar em Cristo, é ótimo.

Nesta semana realizei uma mutual de Páscoa com as jovens da ala e pude falar para elas cada palavra do Cristo Vivo, que é meu testemunho pessoal agora também. Elas ficaram surpresas (claro), mas o melhor foi ouvir: agora até deu vontade de decorar também.

O que quero deixar e sugerir à vocês hoje é: que de alguma maneira, ponderem em família algum tipo de presente que vocês querem dar ao Salvador na páscoa, isso ajuda a celebrarmos seu real propósito e a sentir sua influência mais perto de nós.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

"É um privilégio sagrado ser mãe e poder cuidar de um lar" - por Vivian Costa

Oba, hoje temos uma colaboração muito especial em nosso blog, eu não podia deixar de pedir para a Vivian dar o seu relato para nós. Ela ganhou seu terceiro filho e afinal, nesse mundo de hoje, como está sendo criar 3 filhos? É o que pedi para ela falar para nós!

Nos conhecemos já faz um bom tempo, e nossas histórias se cruzaram de um jeito muito gostoso: começamos a namorar com nossos esposos com 1 semana de diferença, eles foram para a missão com poucos meses de diferença, nós aqui fizemos muitas coisas juntas, e no fim, somos padrinhos de casamento uns dos outros.

O que mudou é que a maternidade veio bem mais cedo para ela do que pra mim, e ela mal sabe que foi a partir dela que começou a despertar em mim o desejo de ser mãe, afinal, se ela conseguia fazer mil coisas e ainda dar muito amor e carinho à sua primeira filha, que se estendeu a mais dois lindos filhos também, era possível eu dar um jeito também. Mas agora vou deixar que vocês vejam o relato dessa mãe EXEMPLAR, que educada maravilhosamente bem seus pequenos com metas e muito amor e que tem uma família que cresce bem linda e feliz. Obrigada mais uma vez por contar sua história!

Enjoy!

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Olá meninas,

A Flávia me pediu para escrever um pouco sobre minha experiência como mãe, desde o início até agora, com 3 filhos lindos.



Eu acredito que, em relação a maternidade, cada mulher tem seu tempo, tem sua hora de estar pronta para ser mãe e de pensar como mãe. Eu não sei dizer ao certo quando isso despertou dentro de mim, mas acredito que muito cedo. Quando minha mãe perguntava o que eu queria ser quando crescer eu respondia prontamente: - mãe! 

Quando fui tirar minha benção patriarcal eu só tinha isso em mente, e estava muito ansiosa a respeito do que seria dito, mas o Pai Celestial foi tão amoroso, que na primeira frase o patriarca já fez promessas em relação a maternidade, e eu instantaneamente desabei a chorar.

Conversei antes mesmo de casar com o meu marido sobre filhos e tínhamos vontades e expectativas muito parecidas, e ambos estávamos muito ansiosos para começar rápido nossa prole. Fui várias vezes ao templo e orei muito para saber quando seria a hora certa, e vários sentimentos vieram em meu coração antes do sentimento de que era hora de começar a tentar. Quando completamos 6 meses de casamento eu parei com o remédio, eu sabia que não seria tão rápido, mas obviamente estava muito ansiosa. Engravidei 3 meses depois, foi uma alegria sem fim, minha primeira filha estava a caminho.

A gestação da Laura foi muito tranquila, enjoei um pouco, engordei o necessário, mas sem riscos e sustos. Ela nasceu de 40 semanas de Cesariana, com 3.600kg. Como eu tenho duas irmãs mais novas, não fui aquela mãe de primeira viagem que não sabe nada, mas claro que é um momento único e maravilhoso os cuidados do seu próprio filho, cheio de novidades e alegria. Na época eu estava na faculdade e administrava a empresa do meu pai, então a vida estava bem corrida, mas ela era um bebê muito tranquilo e me dava segurança para continuar meus afazeres com ela por perto, brincando na sua cadeirinha.



Nossa meta era engravidar do segundo filho quando a Laura tivesse 6 meses, mas quando ela completou 5 meses descobrimos que ela tinha tido Toxoplasmose Congênita, ou seja, ela contraiu durante a gestação, então tanto eu quanto ela tínhamos a doença, o que me impedia de engravidar até ela completar um ano. Fiquei muito chateada e preocupada com as consequências da doença e de não poder engravidar dentro do planejado, mas os tratamentos foram todos realizados com sucesso. 

Quando a Laura completou 1 ano e 1 mês começamos as tentativas, e dessa vez foi mais fácil, engravidei na primeira vez. Eu pensava que seria tão diferente engravidar do segundo filho, afinal era impossível amar uma criança como eu amava a Laura... Mas claro que não foi assim, foi tudo tão emocionante como da primeira vez, a emoção de descobrir que a Laura iria ganhar uma irmãzinha, a ansiedade de como ela seria, a ansiedade para o dia do parto, a emoção de vê-la pela primeira vez, tão parecida com o Pai, tão pequena e perfeita. Minha Vanessa nasceu de 39 semanas e meia, com 3.300kg.



E chegar em casa e ter dois bebês foi mais natural do que eu imaginava, parecia que ela já fazia parte da família. A Laura não teve ciúmes, amava a irmãzinha e era super amorosa. Claro que aquela ansiedade do banho e cuidado iniciais foram muito menores, já saber como fazer tudo ajudou muito e tornou tudo muito mais fácil. A Vanessa também era um bebê tranquilo, mamava muito bem, chorava muito pouco. A Laura era só um pouco maior, mas não parecia ligar muito por perder um pouco o colo dela, ou talvez ela fosse muito pequena para perceber que estava dividindo. Eu amamentava a Vanessa, mas como tinha muito leite extra esgotava para guardar, mas a Laura não deixava passar, queria tomar todo leitinho da Vanessa na mamadeira dela, e eu dava, então a Laura tinha suas vantagens.



Nesse período eu me formei e decidi parar de trabalhar na empresa, nos mudamos de casa e muitas coisas aconteceram em nossa vida. Resolvi trabalhar como fotógrafa (pausa rápida na história - conheçam o trabalho maravilhoso dela na Página Vivian Costa Fotografia) poucas vezes por mês e então eu finalmente estava apenas cuidando das minhas pequenas, curtindo as conquistas e aprendizados delas, apesar de ter menos dinheiro entrando eu estava feliz e realizada. Claro que a vida de dona de casa é muito mais cansativa do que parece, mas era o que eu tinha escolhido fazer e estava feliz com minha escolha.

As duas foram crescendo e se tornando muito amigas, cada dia mais independentes e mais espertas, então depois de um tempo eu fui percebendo que estava ficando fácil até demais... Eu não tinha mais bebê em casa e fiquei com medo de me acostumar com essa fase e não querer mais filhos, então resolvemos embarcar na aventura novamente... A Vanessa estava com 2 anos e a Laura com 4 anos quando começamos a tentar, porém dessa vez não foi tão rápido, demorei 6 meses para ver os dois risquinhos no teste.

No mesmo dia que eu contei para o Juliano que estava grávida ele me falou que tinha certeza que seria um menino... e como ele tinha acertado que seriam meninas nas outras vezes, eu acreditei nele e fiquei muito emocionada, não porque eu queria muito um menino, mas porque meu mundo seria azul desta vez e provavelmente seria tudo diferente. 

Os meses seguintes foram muito muito difíceis, essa gravidez foi muito pior que as outras. Eu vomitava dia e noite sem parar, fiquei fraca e abalada. Perdi 6 kg logo no início e não me sentia disposta pra nada, muito menos para fazer comida para as meninas, o que foi muito difícil pra mim. Congelei muita comida e fui administrando para que elas se alimentassem bem, mesmo que eu não conseguisse comer nada. Tive que ir para o hospital tomar soro e medicação, então resolvi passar uma semana na minha sogra, para que as meninas tivessem a atenção necessária. Foi neste período que eu descobri que muitas vezes gravidez pode ser sim até pior que doença e que não devemos julgar como cada um passa por esse período, pois se a mesma pessoa pode ter gestações tão diferentes, imagine pessoas diferentes né? Não foi fácil... mas deu tudo certo.

 O Julio Cesar nasceu com 3.660kg de 38 semanas, muito lindo e saudável. Foi uma alegria imensurável ter mais um membro em nossa família e ver ele no colo de suas irmãzinhas. Como elas ficaram alegres, como elas amaram instantaneamente aquele bebezinho tão pequeno, que privilégio divino presenciar tudo isso.



E agora somos 5! Nossa vida é corrida e cheia de surpresas e desafios, todos os dias passamos por descobertas, por artes, por alegrias, por momentos únicos de alegrias e as vezes de loucura. Quando ando sozinha na rua com os 3 todos me olham, alguns por achar que são crianças demais para esses dias, outros com admiração porque também queriam mais filhos, mas simplesmente não tem coragem, ou acham que custa muito caro.

Se é uma loucura? Talvez...  muitas vezes o “volume” da casa vai muito além da normalidade enquanto as meninas cantam suas músicas, as vezes os três precisam de mim ao mesmo tempo, as vezes estão todos dormindo e eu fico entediada porque não tem nada pra fazer! Mas claro que sempre tem louça pra lavar, sempre tem roupa pra passar, sempre tem lanche pra preparar, sempre tem banho pra dar, sempre tem cabelos pra pentear, sempre tem beijinhos pra receber, sempre tem abraços pra ganhar, sempre tem amor pra dar!!

Para dar certo aqui em casa, acredito que precisamos de metas e de uma rotina. As meninas tem as metas delas, que são simples mas que precisam ser realizadas, para que elas aprendam sobre disciplina, aprendam a obedecer e que podem ser recompensadas quando fazem tudo certinho. Algumas das metas delas são: Não brigar, Não gritar, Guardar os brinquedos, Comer sozinhas, Fazer oração, Entre outras...  O quadro de metas delas é semanal e elas recebem um presentinho simples quando conseguem cumprir todas as metas durante a semana toda, como por exemplo adesivos, balinhas, uma caneta ou até uma ida ao cinema.

Além das metas delas temos nossas metas familiares de leitura de escrituras, oração familiar, reunião familiar, idas ao templo, saídas do casal e horários de dormir. Incluímos elas em todas as metas, para que elas saibam a importâncias de serem realizadas desde cedo. Acredito que essas metas são a chave para o bom funcionamento do nosso lar, sempre que estamos em dia com elas, tudo fica bem e tranquilo.

Para mim é um privilégio sagrado ser mãe e poder cuidar de um lar, me sinto profundamente agradecida pelos espíritos maravilhosos que o Senhor me concedeu para criar e ensinar e sei que tenho uma responsabilidade muito grande de fazer o meu melhor, e é para isso que eu trabalho todos os dias, para ensiná-los tudo que eu puder, para nos esforçarmos para sermos exaltados em família. Para isso qualquer sacrifício vale a pena, concordam??

E essa tem sido minha experiência como mãe, que começou há 5 anos e vai perdurar por toda a eternidade.

Beijinhos
Vivian





segunda-feira, 30 de março de 2015

Por uma páscoa mais centrada em Cristo

Estamos na semana da páscoa, e isto é maravilhoso. É uma semana gostosa de preparações, doces, e diversão, além de um feriadinho onde podemos ter um tempinho a mais em família.

Eu amo a páscoa e adoro sim a parte de ovos, coelho e chocolates. São lembranças divertidas da infância, e acreditem, até hoje eu e meus irmãos pedimos para nossos pais esconderem nossa cesta de páscoa, e nós vamos procurá-la. É uma diversão, e rimos muito com tudo isso. Também já passamos momentos muito gostosos em família decorando ovos com pintura, ou fazendo e embalando chocolates de presente à outros familiares - especialmente as invenções de meu esposo nos últimos dois anos. São momentos que passamos rindo e conversando em família, e isso é bom.

Mas é claro que, assim como sempre é comentado na Igreja, o foco principal deve ser a Ressurreição de Cristo. E acredito que podemos fazer isso muito bem com nossa família nesta semana que precede a páscoa: aproveitando a noite familiar, usando a sexta-feira santa para fazer algo especial, e claro, no domingo de páscoa, onde podemos aproveitar especialmente este ano onde temos a conferência geral para agradecer e presentear nosso Salvador de alguma maneira: servindo ao próximo, fazendo sacrifícios para cumprir mandamentos que ainda não estamos tão bem, ensinando o evangelho aos nossos familiares e amigos, enfim...



Tenho algumas sugestões para esta semana de páscoa que podem ser boas à todos, já dá pra começar na noite familiare de hoje, vamos lá:


- Assistir videos do "mormon messages" sobre Cristo e seu exemplo no canal da Igreja no YouTube;


- Realizar as atividades e leituras sugeridas na Liahona de Março/2015 de Preparação à Páscoa. Está tudo neste link também:

https://www.lds.org/liahona/2015/03/children/getting-ready-for-easter?lang=por


- Estudar a declaração "O CRISTO VIVO" em família, observando algumas coisas importantes, da seguinte maneira:


Sublinhar: todos os VERBOS ou PALAVRAS DE AÇÃO que Cristo fez (foram, andou "fazendo o bem", caminhou, curou, ensinou, etc.)

Circular: Nomes que são sinônimos ou títulos de Cristo (Criador, Jeová, Redentor, etc.)

Pintar: Quaisquer frases ou palavras que se falem como Cristo foi tratado pelos seus acusadores (preso e condenado, sentenciado a morrer, etc).

Sublinhar desigualmente (como se fosse uma onda ou cobra): quaisquer outros termos que se relacionem a história de Cristo (Nascimento, Belém, Calvário, e muitos outros!)


- Fazer uma refeição da Páscoa Antiga, inspirada no Velho Testamento: esta ideia é uma das minhas favoritas: fazer a mesma refeição que o povo de Moisés realizou antes da fuga do Egito, que foi a celebração da primeira páscoa, com cordeiro, folhas amargas, pães asmos, etc. Preparei isso com os jovens em meu chamado, com toda a temática roupas e significados, mas acho que seria demais fazer com a família, especialmente as crianças. Tem mais detalhes dos significados e o que é necessário neste link:

http://www.ideiasparamocas.blogspot.com.br/2013/03/ideia-para-mutual-pascoa-judaica-origem.html


- Ir ao templo: adorar o Salvador no templo é um programa maravilhoso para a época de páscoa,

- Realizar algum projeto de serviço: fazer o que Cristo fazia: servir, é uma maneira muito boa de celebrar sua vida. Pode-se convidar alguém para vir à sua casa, ajudar com crianças e idosos, visitar viúvas ou fazer uma cesta de páscoa para presentear outra família necessitada.

- Presentear outros familiares com algo além de chocolates: apesar de ser muito bom ganhar os doces, podemos preparar e incluir algum outro presente para nossos entes queridos: um cd com músicas de Cristo, um DVD com uma mensagem sobre sua vida, ou algum outro simbolismo para ser considerado.

Que tenhamos uma páscoa muito especial e sejamos inspirados a celebrar sua vida, ELE RESSUCITOU!

sexta-feira, 27 de março de 2015

A conferência geral em família (e dica de recursos para as crianças)

Eu AMO a conferência geral. Sempre traz reflexões e mensagens inspiradoras e que me ajudam muito no semestre que está por vir, afinal, os profetas sabem dos desafios e necessidades do mundo e por inspiração relatam coisas muito importantes.

Quando eu comecei a assistir a conferência, eu era adolescente, assistia em partes, por que eu acabava conversando com amigos durante as reuniões (quem nunca atire a primeira pedra), mas com o tempo aprendi a me concentra e tirar proveito das sessões. Meu método era anotar, não exatamente o que eles diziam - afinal isso estaria na Liahona logo em seguida - mas os sentimentos e aprendizados que EU tive ao escutar as palavras. Quem puder e gostar, eu indico fazer assim. Muitas anotações eu não leio, mas lembro onde buscar e de várias referência pelo fato de anotá-las, tenho memória visual, e funcionou para mim.

Mas, depois da maternidade e com um filho que escala as coisas e me escala, não deu pra fazer exatamente dessa maneira. Então, hoje sento no chão para ouvir a conferência e com o celular próximo. Anoto nele impressões rápidas e palavras chave. Tem sido bom também, e não deixo de ler os discursos depois em casa com calma.

Sobre crianças, adoro como a Igreja realmente pensa em todos, e não é diferente na conferência geral. Tem um site específico de recursos para crianças lá. Tem até jogo online para identificar profetas e apóstolos, além dos recursos de colorir e outras atividades, super legal.


Link do site de recursos: https://www.lds.org/general-conference/children?lang=por&country=br

Com a internet, outra coisa que gostamos MUITO de fazer é estar em família para ouvir os discursos em casa, em especial no domingo. Como assistimos ao vivo aqui iniciando às 13h (melhor, 12h30 com os hinos do coro), achamos que era ruim almoçar durante os discursos, e que antes era muito cedo, e depois era muito tarde.

Então minha mãe teve a brilhante ideia de fazermos o brunch da conferência. Fazemos algo estilo café colonial, onde nossos pais organizam boa parte das coisas, mas cada filho colabora com algum alimento também. Tomamos este café da manhã reforçado por volta das 11h00, com pães, frios, doces e salgados (delícia), e no fim das contas, ficamos beliscando tudo o dia toda, hahaha, é uma tradição, fica a sugestão se quiserem, mas é nossa maneira de se preparar para a conferência em família.

Mas, no todo, acho que o que faz toda a diferença é todos em casa se prepararem. Podemos usar a noite familiar para falar sobre o evento, explicar a importância aos pequenos, orar por aqueles que irão discursar, e por nós para compreendermos melhor seus ensinamentos. Após a conferência, comentar os discursos favoritos e elaborar metas relacionadas aos princípios repassados, o que acham?

Que venha mais uma conferência e seja muito proveitosa à todos nós!